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As ações do agro impactadas pelo El Niño e que devem sofrer com o La Niña

24 jan 2024, 16:01 - atualizado em 24 jan 2024, 16:01
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O El Niño, que estava previsto para perdurar até o fim de 2025, deve terminar no fim de abril e marcar a chegada do La Niña (Imagem: REUTERS/Juan Carlos Ulate)

A chegada do La Niña, fenômeno climático caracterizado pelo resfriamento anômalo das águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial, o oposto do que ocorre com o El Niñodeve causar impacto para algumas ações do agro.

Dessa maneira, o fim do El Niño, previsto para março, será seguido pela chegada do La Niña em junho de 2024.

No Brasil, por conta do La Niña, as chuvas tendem a ficar mais volumosas que o normal no Norte e no Nordeste, com o tempo mais seco no Sul do país.

  • As ações que devem sofrer com o El Niño (e La Niña): Analista comenta os efeitos dos fenômenos climáticos para alguns setores e empresas da bolsa brasileira, e o que fazer com os papéis agora. Confira no Giro do Mercado:

Durante o Giro do Mercado desta quarta-feira (24), a analista da Empiricus Research, Larissa Quaresma, trouxe diferentes panoramas.

“Na virada do ano, esperávamos que o El Niño durasse de 1 a 2 anos, indo até o fim de 2025, mas isso já mudou, com a previsão para o La Niña ocorrer no meio do ano. As chuvas, para as áreas produtoras, precisa ocorrer no momento certo, algo que ocorreu para  Raízen (RAIZ4), que atingiu uma produtividade recorde nesta safra 23/24″, explica.

Por outro lado, Quaresma ressalta que o El Niño causou efeitos negativos em áreas do Mato Grosso, pela tempo seco.

“A 3tentos (TTEN3) e a SLC Agricola (SLCE3), empresas com uma grande exposição territorial no estado, foram prejudicadas”, pontua

E o La Niña?

A analista da Empiricus Research ressalta que em média, o La Niña é mais positivo para as empresas do que o El Niña.

“Dificilmente estamos sem alguns destes fenômenos (neutralidade climática), e na maioria das vezes, estamos sob influência do La Niña. Ou seja, o planejamento dos produtores e das empresas acontece levando mais o La Niña em consideração, e quando o El Niño ocorre, há um impacto nesses cronogramas”, discorre.



Segundo Quaresma, a ação do agro que deve sofrer com a chegada do fenômeno climático fica por conta da 3tentos.

“A empresa atua quase como uma ‘loja de construção de materiais agrícolas’ para produtores rurais, que atua como uma loja de atacado, sendo uma companhia de varejo, focada na distribuição de insumos como fertilizantes e sementes. E o parque de lojas da 3tentos está bem no Centro-Oeste e um pouco no Sul, dessa maneira, com esses problemas climáticos, principalmente no Mato Grosso, há impactos para os clientes da empresa, principalmente o pequeno produtor”, finaliza.

Por fim, quem também deve ser impactada é a SLC Agrícola, mas em menor grau, por conta da diversificação geográfica da empresa e pelas áreas irrigadas da companhia.

Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil, que cobre o ciclo da oleaginosa do plantio à colheita, e do Agro em Campo, programa exibido durante a Copa do Mundo do Catar e que buscava mostrar as conexões entre o futebol e o agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural, onde atuou como editor do Rural Notícias, programa de TV diário dedicado à cobertura do agronegócio. Por lá, participou da produção e reportagem do Projeto Soja Brasil, que cobre o ciclo da oleaginosa do plantio à colheita, e do Agro em Campo, programa exibido durante a Copa do Mundo do Catar e que buscava mostrar as conexões entre o futebol e o agronegócio.
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