Dividendos e proteção: As elétricas que não podem faltar na carteira em 2026, segundo BofA
Queridinhas dos investidores que buscam dividendos e previsibilidade, as empresas do setor elétrico brilharam na bolsa em 2025. O índice de elétricas da B3, o IEEX, avançou 60% no ano, o dobro do desempenho do Ibovespa.
Para 2026, o Bank of America (BofA) avalia que o cenário macroeconômico seguirá exercendo papel relevante sobre o setor, principalmente em função das eleições no Brasil.
Nesse contexto, o banco dá preferência a empresas com maior potencial de revisão positiva de lucros, especialmente aquelas mais expostas aos preços da energia e com crescimento impulsionado por iniciativas internas.
Segundo os analistas, o risco eleitoral direto é hoje mais limitado para as concessionárias. Isso porque o setor passou a ser tocado pela iniciativa privada, reduzindo de forma significativa os temores de interferência populista observados no passado.
“As eleições são relevantes principalmente por meio das tarifas, impactando empresas alavancadas e de longo prazo, enquanto as eleições locais podem ser decisivas para futuras privatizações, como Sanepar (SAPR11) e Cemig (CMIG4)”, afirma o banco.
As favoritas para 2026
O BofA destaca duas elétricas como apostas para atravessar 2026: Axia (AXIA3), antiga Eletrobras, e Copel (CPLE6).
No caso da Axia, os analistas veem espaço para revisões para cima nos lucros, principalmente em função da dinâmica dos preços da energia.
Já a Copel deve apresentar um duplo diferencial, combinando crescimento de resultados e retorno ao acionista.
O banco projeta um CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de aproximadamente 15% do Ebitda (resultado operacional) nos próximos três anos, além de um rendimento de dividendos em torno de 25% em 2026 e 2027.
Fora do setor elétrico, o BofA também recomenda a Sabesp (SBSP3), apoiada pelo forte crescimento esperado dos lucros — com CAGR de 24% do EBITDA em três anos — e a Orizon (ORVR3), que se destaca pelo seu valor de escassez no setor de resíduos e por apresentar fluxos de caixa semelhantes aos de uma concessionária de serviços públicos.