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As melhores e piores do agronegócio: Itaú BBA lista ações para navegar em um ano de demanda fraca entre investidores

21 jan 2026, 12:29 - atualizado em 21 jan 2026, 12:29
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(iStock.com/photoschmidt)

O investidor está pouco otimista com o momento de “vacas magras” do já conhecido ciclo de altas e baixas do agronegócio. A demanda fraca dos investidores para o setor se dá em grande parte pelo consenso de que 2026 será um ano de excesso de oferta de grãos e preços pressionados. 

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Neste cenário, os analistas do Itaú BBA — Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto e Ryu Matsuyama — se reuniram com a equipe de Consultoria em Agronegócio do banco, representada por Cesar Castro e Francisco Queiroz, para discutir o cenário global e doméstico de grãos e proteínas, além das perspectivas para as ações do setor.

Neste contexto de preços mais baixos das commodities, a 3tentos se destaca como o nome preferido entre investidores institucionais e permanece como top pick, beneficiada por um modelo operacional mais diversificado, que reduz a exposição direta à volatilidade da soja. 

“Parte dos investidores parece subalocada em commodities, o que pode tornar operadores de alta qualidade (como a SLC Agrícola) uma opção interessante de hedge de portfólio caso o mercado acionário brasileiro enfrente um cenário menos otimista rumo a 2026”, explicam.  

Segundo o Itaú BBA, SLC Agrícola (SLCE3) e BrasilAgro (AGRO3) enfrentam um ambiente de preços mais baixos por mais tempo, mas podem se beneficiar de oportunidades de rotação de terras, à medida que produtores mais alavancados enfrentam restrições de liquidez. 

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No caso das companhias de insumos agrícolas, como Vittia (VITT3) e Boa Safra (SOJA3), elas podem enfrentar mais um ano de pressão sobre preços e possível deterioração do mix de produtos, em função da compressão das margens dos produtores. 

A visão do Itaú BBA para os frigoríficos  

A demanda por empresas de proteínas também segue contida, refletindo a ausência de gatilhos microeconômicos claros para uma reprecificação. Com esse cenário, o BBA vê a Minerva como beneficiária do déficit global de oferta, embora as negociações com a China sejam cruciais no médio prazo. 

No curto prazo, a MBRF e JBS devem manter desempenho sólido no curto prazo, sustentadas por custos favoráveis de ração e spreads elevados. 

“Para o segundo semestre de 2026, mantemos uma postura mais cautelosa, quando gargalos de oferta podem se normalizar e novas capacidades pressionar margens. No caso da JBS, o foco do mercado está mais no timing de inclusão em índices norte-americanos, com potencial de entrada de fluxo passivo”, explicam. 

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Veja as recomendações do Itaú BBA 

 

 

Empresa Ticker Recomendação Preço-alvo
3tentos TTEN3 Outperform (compra) R$ 20
Minerva BEEF3 Outperform (compra) R$ 9
JBS JBSS32 Outperform (compra) R$ 20
SLC Agrícola SLCE3 Outperform (compra) R$ 23
MBRF MBRF3 Market perform (neutro) R$ 29
BrasilAgro AGRO3 Market perform (neutro) R$ 24
Boa Safra SOJA3 Market perform (neutro) R$ 10
Vittia VITT3 Outperform (compra) R$ 7

 

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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