Assaí (ASAI3) nega potencial combinação de negócios com o Grupo Muffato; entenda
O Assaí (ASAI3) prestou esclarecimentos ao mercado após circular na mídia uma potencial combinação de negócios entre a companhia e o Grupo Muffato. À Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a varejista negou o andamento de negociação ou consideração envolvendo uma combinação de negócios, fusão, incorporação ou transferência de controle.
Em comunicado divulgado na noite de terça-feira (13), o Assaí ressalta ainda que a companhia não conta com acionista ou grupo de acionistas controlador em sua composição societária.
O esclarecimento responde à questionamentos da CVM, a “xerife” do mercado de capitais, sobre notícia veiculada na Veja que coloca que o Grupo Muffato estaria dando passos para se aproximar do Assaí, com evolução da participação dos empresários Ederson e Everton Muffato, além de busca por maior influência societária.
O Grupo detém 11,9% do capital social do Assaí, sendo uma das mais elevadas posições de acionistas, após início da posição no ano passado. Segundo o veículo, os empresários transformaram parte relevante da exposição em ações e pediram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorização para continuar investindo e exercer direitos políticos.
O Assaí afirma que a companhia não concedeu aos referidos investidores quaisquer direitos especiais, acesso diferenciado a informações ou prerrogativas de governança além daqueles previstos na Lei das S.A., na regulamentação aplicável da CVM e no Estatuto Social.
“Qualquer eventual exercício de direitos políticos ou indicação de membros ao Conselho de Administração por acionista que também atue no mesmo setor deverá observar a legislação aplicável, a análise do Cade, o Estatuto Social da companhia e as regras internas de governança, confidencialidade, isonomia e conflitos de interesse”, diz o documento.
“A companhia, no curso ordinário de sua gestão, avalia continuamente alternativas de desenvolvimento de negócios e criação de valor para a Companhia e seus acionistas, não havendo, nesta data, qualquer fato concreto ou operação em curso que enseje divulgação de fato relevante.
O momento do Assaí (ASAI3)
Na última semana, o Assaí reportou os números do segundo trimestre de 2026 (2T26), com lucro líquido contábil pré-IFRS16 de R$ 537 milhões, avanço de 103,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em bases recorrentes, o lucro somou R$ 344 milhões, alta de 93,6%. Veja o balanço completo aqui.
A receita bruta atingiu R$ 21,4 bilhões, crescimento de 2,4% na comparação anual, impulsionada pelo fluxo recorde de clientes, que superou 40 milhões de consumidores por mês, alta de 3,4%. A receita líquida atingiu R$ 19,2 bilhões, alta de 0,9%.
As vendas em mesmas lojas (SSS) cresceram 0,9%, enquanto o ganho de participação de mercado foi de 0,3 ponto percentual.
Segundo a companhia, “o desempenho ocorreu mesmo em um ambiente ainda marcado pelo elevado endividamento das famílias, juros altos e pressão sobre o poder de compra dos consumidores de menor renda”.
A rentabilidade permaneceu resiliente ao longo do trimestre. O lucro bruto avançou 3,2%, para R$ 3,27 bilhões, com margem bruta de 17,1%, expansão de 0,4 ponto percentual sobre um ano antes.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado ficou praticamente estável em R$ 1,07 bilhão, com margem de 5,6%, recuo de apenas 0,1 ponto percentual.
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