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Associação rebate Lula e diz que fim das bets jogaria mercado de apostas para ‘informalidade e marginalidade’

09 abr 2026, 11:32 - atualizado em 09 abr 2026, 11:32
Bets
Para IBJR, fim das bets jogaria mercado de apostas para informalidade (Imagem: iStock.com/bluecinema)

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) informou que o fim das bets no Brasil jogaria o mercado de apostas online para a informalidade, “eliminaria mecanismos de proteção” e, consequentemente, “reduziria a arrecadação” destinada ao setor público. Em nota, a associação que representa 75% das companhias do setor no país, rebate a defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo fechamento das bets no País.

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Na nota, o IBJR informa que “compartilha das preocupações” de Lula “em relação ao bem-estar das famílias brasileiras e reafirma que a regulamentação é a ferramenta mais segura e eficaz para proteger a sociedade“. Para o instituto, o “grande desafio compartilhado entre o setor e o Estado” é o combate efetivo às plataformas clandestinas.

Dados de pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva com a LCA Consultoria, citada pelo IBJR, apontam que o mercado ilegal dominaria cerca de 51% do setor de apostas e movimentaria aproximadamente R$ 40 bilhões anualmente. Isso significaria, ainda de acordo com o IBJR, um prejuízo anual de R$ 10,8 bilhões ao governo.

“O fortalecimento do mercado formal, que opera sob uma das regulamentações mais modernas do mundo, é o caminho para estrangular a ilegalidade e garantir regras claras de integridade e proteção aos apostadores”, informou.

Sobre o endividamento do apostador e da população, outro ponto destacado por Lula e pelo governo para questionar a existência do mercado de apostas online, o IBJR sustenta, novamente com dados da LCA Consultoria que o gasto no setor corresponde a uma fatia de 0,2% a 0,5% do consumo das famílias brasileiras.

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“Dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) apontam que a principal fonte do superendividamento – que atinge 80,4% das famílias – é o cartão de crédito. Para atuar ativamente na prevenção deste problema, as plataformas regulamentadas (identificadas pelo domínio .bet.br) são proibidas de aceitar pagamentos via cartão de crédito ou criptomoedas”, informa.

Sobre o a fala do presidente de que menores utilizariam celulares de pais, avós e parentes para apostas online, a associação das bets avalia que “a saúde pública e a proteção de menores também são prioridades do mercado licenciado“. De acordo com o IBJR, as empresas exigem rigorosos processos de identificação e reconhecimento facial no cadastro.

“Além disso, o ambiente regulado é o único que oferece travas de segurança obrigatórias, como limites de tempo de jogo, restrição de depósitos e a ferramenta de autoexclusão. A regulamentação é, portanto, a principal barreira para proteger a saúde financeira e mental dos brasileiros, garantindo um ambiente de entretenimento mais seguro”.

O setor informa também que o governo federal arrecadou R$ 9,95 bilhões em tributos pelas plataformas regulamentadas no ano passado e que cada operadora pagou R$ 30 milhões em outorgas para atuar no mercado regulado por cinco anos, constituindo empresas com sede e administração nacionais para operar no País.

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“Retroceder na regulamentação significaria suprimir receitas vitais para o desenvolvimento social e expor os brasileiros ao mercado marginal. O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável reitera seu compromisso com o diálogo transparente e técnico junto ao Executivo e ao Congresso Nacional, atuando de forma estritamente democrática para consolidar um setor econômico seguro, responsável e que contribui ativamente para o futuro do país”, conclui.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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