Ataque dos EUA a navio iraniano agrava bloqueio no Estreito de Ormuz
A guerra entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou nesta quarta-feira (4), após um ataque norte-americano atingir um navio de guerra iraniano ao largo do Sri Lanka, aprofundando uma crise que mantém o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz paralisado pelo quinto dia consecutivo e interrompe o fluxo vital de petróleo e gás do Oriente Médio.
O ataque do submarino norte-americano ocorreu no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu oferecer seguro e escolta naval aos navios que transportam petróleo e gás da região, em uma tentativa de conter a alta dos preços da energia.
Pelo menos 200 embarcações — entre petroleiros, navios-tanque de gás natural liquefeito e cargueiros — permanecem ancoradas em águas abertas ao largo da costa de grandes produtores do Golfo, incluindo Iraque, Arábia Saudita e Catar, segundo estimativas da Reuters com base em dados da plataforma de rastreamento MarineTraffic.
Centenas de outras embarcações continuam fora do estreito, sem conseguir acessar os portos. A hidrovia é uma artéria crucial para cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo e GNL.
O navio porta-contêiner Safeen Prestige, com bandeira de Malta, também foi atingido por um projétil enquanto se dirigia ao extremo norte do Estreito de Ormuz, obrigando a tripulação a abandonar a embarcação, segundo fontes do setor de transporte marítimo.
O Catar suspendeu a produção de gás, e o Iraque reduziu a produção de petróleo, à medida que ambos ficaram sem capacidade de armazenamento. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuweit também enfrentam dificuldades para carregar petróleo, embora ainda não esteja claro se reduziram a produção.