A a UHY Bendoraytes, auditoria independente que deixou a Fictor Alimentos (FICT3) nesta sexta-feira (20), já havia sido condenada, em fevereiro do ano passado, por falhas na auditoria envolvendo um fundo de investimentos ligado ao Botafogo.
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Um processo administrativo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apurou irregularidades no trabalho da auditoria sobre as demonstrações financeiras relativas ao exercício encerrado em 30 de junho de 2019, especialmente na verificação de títulos públicos e na comprovação de custódia.
Segundo a CVM, a auditoria deixou de observar exigências das normas técnicas aplicáveis à verificação de ativos mantidos por terceiros. No caso, o fundo declarava manter investimentos no Tesouro Nacional, mas o extrato apresentado à auditoria era forjado. Em outras palavras, o fundo informava possuir títulos públicos federais que não estavam lastreados na posição real de custódia. O documento utilizado para comprovar esses ativos havia sido adulterado.
A autarquia entendeu que, diante da custódia por terceiros, caberia à auditoria adotar medidas independentes para confirmar a existência dos títulos e assegurar a consistência das demonstrações financeiras.
Por maioria, o colegiado concluiu que os procedimentos adotados foram inadequados e aplicou multa de R$ 200 mil à UHY Bendoraytes e de R$ 85 mil ao responsável técnico pelos trabalhos.
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Também foi reconhecida infração ao artigo 25, inciso I, alínea “a”, da Instrução 308, referente à verificação das demonstrações financeiras publicadas. Nesse ponto, foram aplicadas multas adicionais de R$ 150 mil à firma e de R$ 63,75 mil ao técnico.
Ao todo, as penalidades somam R$ 350 mil para a empresa de auditoria e R$ 148,75 mil para o sócio responsável.
A Fictor, atualmente, enfrenta justamente questionamentos envolvendo fundos estruturados no âmbito de seu pedido de recuperação judicial.
Procurada, a UHY não quis se manifestar.