Saúde

Aumento de casos de doença potencialmente fatal leva a alerta sobre ‘canetas emagrecedoras’

02 fev 2026, 13:47 - atualizado em 02 fev 2026, 13:47
Autoridades do Reino Unido emitem alerta sobre casos de doença grave e mortes possivelmente associadas a medicamentos para emagrecimento e diabetes
Ozempic - Divulgação

A popularidade das chamadas “canetas emagrecedoras”, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, cresceu rapidamente nos últimos anos, com milhões de pessoas recorrendo às injeções para emagrecer ou controlar o diabetes tipo 2.

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No Reino Unido, cerca de 1,6 milhão de pessoas usaram injeções para perda de peso em 2024, segundo a pesquisa mais recente da University College London.

Mas a Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency (MHRA), agência reguladora de medicamentos do Reino Unido, emitiu um alerta: há registros suficientes de pancreatite grave e até de mortes em pessoas que utilizaram esses medicamentos, o que levou as autoridades a divulgarem um aviso público de segurança.

O que é a pancreatite e por que ela preocupa

A pancreatite é uma inflamação do pâncreas que pode causar dor intensa e, em alguns casos, ser fatal. Nas formas mais graves, a inflamação pode evoluir para necrose do tecido, falência de órgãos e morte.

Os sintomas mais comuns incluem dor abdominal forte, que pode irradiar para as costas, além de náuseas e vômitos — sinais que exigem atendimento médico imediato.

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De acordo com dados reunidos pela MHRA, órgão equivalente à Anvisa no Brasil, ao longo dos últimos anos:

  • Entre 2007 e outubro de 2025, a agência recebeu cerca de 1,3 mil notificações de pancreatite associadas a esses medicamentos.
  • Nesse total, foram registrados 19 óbitos e 24 casos de pancreatite necrosante, a forma mais severa da doença, em que parte do tecido pancreático morre.

No mesmo período, aproximadamente 25 milhões de embalagens desses medicamentos foram distribuídas no Reino Unido.

O que diz o alerta sobre as canetas emagrecedoras

Um ponto central é que ainda não existe evidência científica definitiva de que esses medicamentos causem pancreatite. O que se observa são relatos em número suficiente para gerar preocupação e justificar um acompanhamento mais rigoroso.

Os medicamentos citados, como Wegovy e Mounjaro, atuam como agonistas do receptor GLP-1, interferindo em hormônios relacionados ao apetite e ao controle da glicose. Eles são amplamente utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e, em doses mais altas, da obesidade.

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O alerta surge porque o pâncreas é um órgão sensível, e inflamações podem evoluir rapidamente. Quando esses quadros aparecem em frequência acima do esperado entre usuários de um mesmo medicamento, as autoridades de saúde precisam investigar.

Ainda assim, tanto a MHRA quanto fabricantes como Novo Nordisk e Eli Lilly reforçam que os medicamentos continuam sendo considerados seguros quando usados com prescrição médica e acompanhamento adequado, e que, para a maioria dos pacientes, os benefícios superam os riscos.

A diretora de segurança da MHRA, Dra. Alison Cave, afirmou que “a segurança do paciente é a principal prioridade da MHRA, e monitoramos continuamente a segurança e a eficácia de todos os medicamentos licenciados”.

O que a agência recomenda

Pacientes que utilizam esses medicamentos devem buscar atendimento médico imediato caso apresentem sintomas como dor abdominal intensa, náuseas persistentes ou vômitos.

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Profissionais de saúde devem acompanhar de perto qualquer sinal que possa indicar inflamação do pâncreas.

“O risco de desenvolver esses efeitos colaterais graves é muito pequeno, mas é importante que pacientes e profissionais de saúde estejam informados e atentos aos sintomas associados.”

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Repórter
Jornalista com pós-graduação em Literatura, Artes e Filosofia. Atua como repórter nos portais de notícias Money Times e Seu Dinheiro, onde também já trabalhou como Analista de SEO.
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