Axia Energia (AXIA3) aprova resgate de R$ 3,48 bilhões em ações PNC e abre prazo para conversão em ordinárias
O conselho de administração da Axia Energia (AXIA3) aprovou o resgate de 59.264.305 ações preferenciais classe C (PNC), equivalente a R$ 3,48 bilhões, ou 18,54% desta classe de ação, mostra fato relevante divulgado nesta terça-feira (20).
De acordo com o comunicado, o valor de resgate foi fixado em R$ 58,72 por papel, com base na cotação de fechamento das ações ordinárias da companhia no pregão de 19 de outubro de 2026. A partir de 22 de outubro, as negociações dos papéis PNC ocorrerão ex-direitos.
Os acionistas que não manifestarem opção terão suas ações automaticamente resgatadas. Já quem preferir poderá escolher a conversão total ou parcial das ações PNC em ações ordinárias, na proporção de 1 ação ordinária para cada 1 ação PNC.
O período para essa manifestação vai de 26 a 28 de outubro.
A entrega das ações ordinárias decorrentes da conversão está prevista para 30 de outubro, enquanto o pagamento do resgate ocorrerá em 6 de novembro deste ano. A companhia informou ainda que as frações de ações serão desconsideradas na operação.
No caso dos American Depositary Receipts (ADRs) lastreados em ações PNC, não haverá direito à conversão em ações ordinárias.
Nesses casos, os papéis subjacentes serão obrigatoriamente resgatados, com repasse do valor pelo depositário Citibank aos titulares dos recibos. O pagamento aos detentores de ADRs deve ocorrer em até sete dias úteis após a data de pagamento do resgate aos acionistas na B3.
Migração para o Novo Mercado
Em maio deste ano, a Axia informou a aprovação, pela B3, da migração das ações da companhia para o Novo Mercado, segmento de mais alta governança da bolsa de valores de São Paulo.
Na busca por simplificar a estrutura de capital, a companhia informou que terá apenas ações ordinárias, sob código AXIA3, e preferenciais classe C (AXIA7) conversíveis ou resgatáveis em sua totalidade até 2031.
Na avaliação da Axia, a migração ao Novo Mercado não só garantirá direito de voto e dividendos iguais a todos os acionistas da empresa, mas também trará outros benefícios, como maior liquidez para as ações e flexibilidade para distribuição de dividendos, além de melhora de “ratings” e potencial atração de novos investidores.
Estudada pela companhia desde 2022, a ideia de migração para o segmento de maior governança da B3 foi retomada no fim do ano passado, após anos de reestruturação pós-privatização e em momento em que a elétrica enxergou uma “janela de oportunidade” para avançar com esse processo.
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