Axia Energia prevê investimentos de R$ 12 bi a R$ 14 bi em 2026 e 2027
Depois de divulgar seus resultados do quarto trimestre, a Axia Energia (antiga Eletrobras) aproveitou a teleconferência desta sexta-feira (27) para detalhar o plano de expansão e reforçar o apetite por novos projetos — especialmente em transmissão, baterias e hidrelétricas.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia informou que projeta investimentos entre R$ 12 bilhões e R$ 14 bilhões por ano em 2026 e 2027, acima do nível realizado em 2025, de R$ 9,6 bilhões.
A estimativa incorpora a ampliação dos aportes em transmissão — incluindo projetos já contratados nos leilões recentes — além da aceleração de reforços e melhorias na rede e investimentos voltados à modernização e resiliência dos ativos de geração.
Durante a teleconferência, os executivos enfatizaram que a companhia entra em um novo ciclo com maior capacidade financeira para executar o plano.
No campo de novos negócios, o destaque ficou para armazenamento. A Axia tem em estudo uma carteira de projetos de mais de 4 gigawatts (GW) em baterias, segmento visto como uma das principais frentes de crescimento no setor elétrico.
“Precisamos enxergar as regras (do leilão de baterias), entender quanto desses 4 GW a gente consegue efetivamente ofertar. Mas o grupo vem progressivamente crescendo seu pipeline para poder viabilizar da forma certa, com disciplina e geração de valor”, afirmou o vice-presidente de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios, Elio Wolff.
Já em relação ao leilão de capacidade previsto para o próximo mês — que deve contratar expansão de hidrelétricas — a companhia enxerga potencial relevante dentro do próprio portfólio.
“Temos um potencial de até 6 GW no nosso portfólio hídrico para médio e longo prazo. Uma parcela disso a gente vai habilitar, vai participar e vai tentar viabilizar esses projetos no leilão de 18 de março”, disse o executivo.
Segundo a administração, o aumento do nível de investimentos para 2026 e 2027 reflete principalmente a execução dos projetos de transmissão arrematados nos últimos anos, além da aceleração de reforços estruturais na rede.
O movimento reforça a estratégia da Axia de combinar expansão orgânica com disciplina de capital — tema recorrente na teleconferência — ao mesmo tempo em que prepara o portfólio para a transição energética, com foco em armazenamento e modernização dos ativos existentes.
* Com Estadão Conteúdo e Reuters