Azul (AZUL53) aprova emissão de bônus de subscrição e projeta mais diluição
O conselho de administração da Azul (AZUL53) aprovou a emissão de bônus de subscrição a serem ofertados para a American e United Airlines, além de credores quirografários da empresa. O movimento representa mais um passo no plano que busca a saída da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).
De acordo com o fato relevante enviado ao mercado na noite de quinta-feira (19), se exercidos, a American Airlines terá o direito de subscrever até 4.862.260.835.197 ações ordinárias de emissão da companhia
Já no caso do bônus de subscrição em benefício de credores quirografários da Azul, se exercidos, darão o direito de subscrever até 1.231.164.424.677 ações ordinárias da companhia aérea brasileira.
Por fim, há bônus de subscrição a serem alienados à United Airlines, e a determinados credores da companhia, que, se exercidos, conferirão o direito de subscrever até 1.215,565,208,799 ações ordinárias.
Mais diluição
Segundo a Azul, os acionistas terão o direito de preferência na subscrição dos bônus de subscrição na proporção da participação no capital social da companhia.
A data de identificação dos acionistas elegíveis aos direitos de preferência para subscrição de cada um dos bônus de subscrição será 20 de fevereiro de 2026. O exercício do direito de preferência é válido por 30 dias corridos contados a partir do dia 23 de fevereiro de 2026.
“A quantidade máxima de bônus de subscrição, em qualquer dos casos, a ser subscrita por cada Acionista em caso de exercício do seu direito de preferência deverá corresponder sempre a um número inteiro”, diz a Azul.
Caso os acionistas elegíveis não exerçam os respectivos direitos de preferência, a eventual subscrição dos bônus por terceiros deve resultar em diluição da participação acionária na companhia.
“Considerando o exercício integral da totalidade dos bônus de subscrição ora aprovados, a diluição potencial máxima para os acionistas que não exercerem seus direitos de preferência poderá atingir aproximadamente 12,53%”, estima a aérea.
Vale lembrar que o exercício dos bônus está sujeito a determinadas condições precedentes, incluindo a aprovação prévia pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Comitê estratégico da Azul
A Azul também comunicou ao mercado que seu conselho de administração aprovou a eleição dos membros de seu Comitê Estratégico, com a seguinte composição:
- Jonathan Seth Zinman
- James Jason Grant
- Patrick Wayne Quayle
- John S. Slattery
- John Peter Rodgerson, e seu respectivo suplente Jeff Ogar
“A efetiva posse dos membros do Comitê Estratégico está sujeita à conclusão do processo de reestruturação
da Companhia com base no Plano do Chapter 11, o que será oportunamente comunicado aos acionistas e ao
mercado em geral”, diz a Azul.
Além disso, a nomeação e efetiva posse de Jeff Ogar como membro suplente de John Rodgerson estarão sujeitas a determinadas condições precedentes e aprovações adicionais nos termos do plano do Chapter 11 e documentação correlata, incluindo aprovação do Cade.