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Azul (AZUL53) aprova emissão de bônus de subscrição e projeta mais diluição

20 fev 2026, 8:46 - atualizado em 20 fev 2026, 8:46
Azul
(Imagem: iStock/Tarcisio Schnaider)

O conselho de administração da Azul (AZUL53) aprovou a emissão de bônus de subscrição a serem ofertados para a American e United Airlines, além de credores quirografários da empresa. O movimento representa mais um passo no plano que busca a saída da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).

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De acordo com o fato relevante enviado ao mercado na noite de quinta-feira (19), se exercidos, a American Airlines terá o direito de subscrever até 4.862.260.835.197 ações ordinárias de emissão da companhia

Já no caso do bônus de subscrição em benefício de credores quirografários da Azul, se exercidos, darão o direito de subscrever até 1.231.164.424.677 ações ordinárias da companhia aérea brasileira.

Por fim, há bônus de subscrição a serem alienados à United Airlines, e a determinados credores da companhia, que, se exercidos, conferirão o direito de subscrever até 1.215,565,208,799 ações ordinárias.

Mais diluição

Segundo a Azul, os acionistas terão o direito de preferência na subscrição dos bônus de subscrição na proporção da participação no capital social da companhia.

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A data de identificação dos acionistas elegíveis aos direitos de preferência para subscrição de cada um dos bônus de subscrição será 20 de fevereiro de 2026. O exercício do direito de preferência é válido por 30 dias corridos contados a partir do dia 23 de fevereiro de 2026.

“A quantidade máxima de bônus de subscrição, em qualquer dos casos, a ser subscrita por cada Acionista em caso de exercício do seu direito de preferência deverá corresponder sempre a um número inteiro”, diz a Azul.

Caso os acionistas elegíveis não exerçam os respectivos direitos de preferência, a eventual subscrição dos bônus por terceiros deve resultar em diluição da participação acionária na companhia.

“Considerando o exercício integral da totalidade dos bônus de subscrição ora aprovados, a diluição potencial máxima para os acionistas que não exercerem seus direitos de preferência poderá atingir aproximadamente 12,53%”, estima a aérea.

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Vale lembrar que o exercício dos bônus está sujeito a determinadas condições precedentes, incluindo a aprovação prévia pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Comitê estratégico da Azul

A Azul também comunicou ao mercado que seu conselho de administração aprovou a eleição dos membros de seu Comitê Estratégico, com a seguinte composição:

  •  Jonathan Seth Zinman
  • James Jason Grant
  • Patrick Wayne Quayle
  • John S. Slattery
  • John Peter Rodgerson, e seu respectivo suplente Jeff Ogar

“A efetiva posse dos membros do Comitê Estratégico está sujeita à conclusão do processo de reestruturação
da Companhia com base no Plano do Chapter 11, o que será oportunamente comunicado aos acionistas e ao
mercado em geral”, diz a Azul.

Além disso, a nomeação e efetiva posse de Jeff Ogar como membro suplente de John Rodgerson estarão sujeitas a determinadas condições precedentes e aprovações adicionais nos termos do plano do Chapter 11 e documentação correlata, incluindo aprovação do Cade.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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