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Azul (AZUL53) aprova programa de recompra de ações; confira

27 mar 2026, 8:37 - atualizado em 27 mar 2026, 8:37
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(Imagem: Facebook/Azul Linhas Aéreas Brasileiras)

A Azul (AZUL53) aprovou na quinta-feira (26), em reunião do Conselho de Administração, um novo programa de recompra de ações, que poderá adquirir até 2,5% das ações ordinárias da companhia em circulação.

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O programa terá prazo máximo de 18 meses para execução e busca dar maior flexibilidade à gestão do capital social, sem reduzir o capital da empresa.

As ações recompradas poderão permanecer em tesouraria para uso em programas de remuneração baseados em ações aprovados em assembleia, ou ainda para cancelamento, revenda futura ou outras operações autorizadas pela administração.

A companhia destacou que a recompra será feita a preços de mercado na B3 e não utilizará instrumentos derivativos. Antes do recente grupamento de ações aprovado em assembleia, a Azul possui cerca de 54,7 trilhões de ações em circulação; após o agrupamento, esse número cai para aproximadamente 364,9 milhões.

O Conselho afirmou que a situação financeira da Azul é compatível com a execução do programa, sem risco de comprometer o pagamento de dividendos obrigatórios ou obrigações com credores.

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A recompra será financiada com valores disponíveis em caixa e reservas de capital da companhia, buscando otimizar a estrutura de capital e potencialmente gerar valor de longo prazo para os acionistas.

Grupamento de ações e retomada do ticker AZUL3

Na véspera, a Azul informou que seus acionistas aprovaram a proposta de grupamento de ações na proporção de 150 mil para 1, sem modificação no valor do capital social da companhia.

De acordo com o fato relevante, os efeitos do grupamento terão início a partir do dia 20 de abril de 2026.

Os acionistas que possuem ações ordinárias em número que não seja múltiplo de 150.000 poderão, se quiserem, até o dia 17 de abril, ajustar as respectivas posições via mercado, mediante a composição de sua posição em lotes múltiplos de 150.000 ações.

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“A partir de 20 de abril de 2026, o grupamento passará a ser plenamente eficaz e as ações da companhia passarão a ser negociadas de forma exclusivamente grupada, sendo o lote padrão de negociação reduzido de 1.000.000 para 100 ações e o fator de cotação passará a ser de 1 ação”, disse a companhia aérea.

Conforme a B3 anunciou para a Azul, após o grupamento as negociações das ações da companhia ocorrerão sob o código AZUL3, em vez do atual AZUL53.

Reestruturação da Azul

Em 20 de fevereiro, a Azul anunciou a conclusão de seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos e saiu do Chapter 11, após cumprir todas as condições previstas no plano de reorganização.

Com o encerramento do processo, a Azul reduziu sua dívida de empréstimos e financiamentos em cerca de US$ 1,1 bilhão, cortou em aproximadamente 40% o endividamento relacionado a arrendamentos de aeronaves e diminuiu em mais de 50% os pagamentos anuais de juros em comparação com o período anterior ao Chapter 11.

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Além disso, estima que seus gastos recorrentes com leasing serão reduzidos em cerca de um terço. O plano foi viabilizado pela captação de aproximadamente US$ 1,375 bilhão em Sênior Notes e US$ 950 milhões em aportes de capital.

A ordem na Azul após a saída do Chapter 11 é redução de alavancagem e foco em geração de caixa, de acordo com falas do CEO da aérea, John Rodgerson, em entrevista coletiva com jornalistas realizada após o anúncio.

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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