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Azul (AZUL53): CEO afasta possibilidade de saída da Bolsa e confirma codeshare com a American Airlines após fim do Chapter 11

23 fev 2026, 11:43 - atualizado em 23 fev 2026, 11:43
Azul John Rodgerson
CEO da Azul, John Rodgerson (Imagem: Divulgação/Azul)

A ordem na Azul (AZUL53) após a saída do Chapter 11 (recuperação judicial nos Estados Unidos) é redução de alavancagem e foco em geração de caixa, disse o CEO da aérea, John Rodgerson, em coletiva com jornalistas nesta segunda-feira (23).

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A Azul encerrou o processo em menos de nove meses e o CEO atribui a agilidade ao fato de que a companhia sabia exatamente o que precisava e queria fazer, tendo iniciado o processo com um plano estruturado. Somado a isso, está a ausência de disputas entre a empresa e credores.

“Não tivemos disputa porque todo mundo estava olhando para frente. Não tentamos proteger o acionista, nada assim. Fizemos tudo para proteger a Azul, que sempre foi uma empresa muito boa, mas nosso balanço ficou virado por aspectos fora do nosso controle”, disse Rodgerson.

O CEO recordou que os últimos seis anos foram difíceis para o setor, com fatores como a pandemia de coronavírus, alta dos juros, alta do dólar e as enchentes no Rio Grande do Sul pesando sobre a companhia.

Diferente do que ocorreu com a Gol após a saída do Chapter 11, o CEO da Azul afirmou que uma possível saída da Bolsa não está no radar no momento, mesmo após a forte diluição das ações da companhia em meio ao processo de recuperação.

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Sobre a diluição, o executivo defende que faz parte do processo, tendo em vista que não há como reduzir dívidas sem que os credores virem acionistas.

Saída do Chapter 11

A companhia quitou integralmente o financiamento DIP (debtor-in-possession financing, um tipo de empréstimo voltado para garantir a liquidez para empresas em recuperação judicial) e liquidou a oferta pública de ações realizada em fevereiro, tornando efetiva a saída do processo conduzido na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York.

Com a reestruturação, a Azul reduziu aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento. Desse total, cerca de US$ 1,1 bilhão referem-se a empréstimos e financiamentos. A dívida de leasing de aeronaves caiu quase 40%.

A empresa estima redução superior a 50% nas despesas anuais com juros e corte de cerca de um terço nos custos recorrentes com arrendamentos. A alavancagem líquida proforma (ajustada) na saída ficou abaixo de 2,5 vezes.

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Com um o real a R$ 5,50 ante o dólar, a Azul ambiciona reduzir a alavancagem a 2,1 vezes, conforme falas do CEO John Rodgerson.

A companhia também captou cerca de US$ 1,375 bilhão com emissão de notas seniores e US$ 950 milhões em compromissos de equity.

A American e a United Airlines se comprometeram com o aporte de US$ 100 milhões, totalizando US$ 200 milhões em novos recursos, destinados a reforçar a estrutura de capital da Azul e apoiar a operação após a saída da recuperação judicial.

O que vem pela frente?

O CEO da Azul afastou qualquer possibilidade de retomada de conversas para uma fusão com a Gol neste momento. Rodgerson pontuou que uma eventual combinação dos negócios era uma alternativa para lidar com a situação financeira da companhia, antes do Chapter 11.

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No entanto, uma vez que a companhia acabou recorrendo ao processo de recuperação judicial, uma fusão deixou de fazer sentido para a Azul.

“Essa era uma opção, antes do Chapter 11, para resolver os mesmos problemas que lidamos durante o processo. Agora que saímos, não há necessidade de fusão”, disse Rodgerson à jornalistas.

O executivo destacou ainda que a efetividade do Chapter 11 viabilizou à Azul sair com um balanço mais equilibrado e com a alavancagem abaixo das concorrentes, incluindo a Gol.

O aporte da United e American Airlines dará a cada uma delas uma participação de cerca de 8% na companhia.

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A Azul tem um codeshare há mais de 12 anos com a United Airlines e existe um acordo para expandir isso para a American, como um movimento natural tendo em vista que participarão da base acionária, segundo o CEO.

Sobre as rotas da companhia, o CEO pontuou que houve uma grande limpeza nos últimos anos e que, ainda que esteja no radar a abertura de novas cidades, todos os movimentos ocorrerão com cautela.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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