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Azul (AZUL53) anuncia nova oferta de ações de até US$ 950 milhões, e diluição de acionistas é estimada em 80%

21 jan 2026, 8:28 - atualizado em 21 jan 2026, 8:28
azul
(Imagem: iStock/miglagoa)

A Azul (AZUL53) aprovou a atualização do seu plano de negócios, confirmou novos aportes para antecipar a saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) e anunciou que realizará uma nova oferta de ações, que deve diluir ainda mais a base de acionistas da companhia aérea.

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De acordo com o fato relevante divulgado na madrugada desta quarta-feira (21), a companhia realizará uma nova oferta pública para captar até US$ 950 milhões.

Nos termos do contrato de compromisso de apoio firmados com determinados stakeholders (partes interessadas na Azul), esta oferta será ancorada por eles e também contará com um ou mais investidores estratégicos, conforme o plano de Chapter 11.

“Conforme adicionalmente previsto no referido plano, as ações emitidas no âmbito da oferta pública – novos recursos serão emitidas a um preço que representa um desconto de 30% em relação ao valor da Companhia definido no Plano do Chapter 11, e tal emissão deverá resultar em diluição adicional aproximada de 80% da base acionária então existente”, coloca a Azul.

Vale lembrar que a Azul realizou, no fim de 2025, um aumento de capital no valor total de R$ 7,44 bilhões, por meio da emissão de 723,86 bilhões de novas ações ordinárias a R$ 0,00013527 cada e 723,86 bilhões de ações preferenciais a R$ 0,01014509 cada.

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Apesar de o movimento ser parte do caminho para melhorar sua estrutura, em contrapartida, os acionistas minoritários da companhia já enfrentaram uma massiva diluição estimada em 90%.

A companhia anunciou, ainda, que determinados credores e partes interessadas da Azul concordaram em realizar um aporte adicional de US$ 100 milhões para apoiar a saída do Chapter 11, permitindo que ocorra antecipadamente.

“Tal investimento incremental de US$ 100 milhões, juntamente com a garantia firme de subscrição de US$ 650 milhões no contexto da oferta pública de saída do Chapter 11 e dos US$ 200 milhões a serem investidos por investidores estratégicos, elevará o montante total de investimentos a serem captados pela Companhia de US$ 850 milhões para US$ 950 milhões”, diz o documento.

A estimativa é de que a a Azul deixe a recuperação judicial com uma alavancagem líquida pro forma de 2,5 vezes. A saída do processo é aguardada para fevereiro deste ano.

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“[O plano de negócios atualizado] mantém a expectativa de que a Companhia sairá do Chapter 11 como uma companhia aérea significativamente mais saudável, com menor endividamento total, menores passivos de arrendamento e pagamentos de arrendamento de aeronaves, bem como uma alavancagem consideravelmente inferior”, diz o fato relevante.

Recapitulando a situação da Azul

A Azul entrou em recuperação judicial nos Estados Unidos em maio de 2025, em um movimento apontado como voluntário pela companhia e já estruturado para se encerrar no início de 2026.

Entre os movimentos recentes está o aumento de capital que diluiu fortemente sua base de acionistas. Na prática, ao transformar credores em acionistas, a Azul promoveu uma redução seu endividamento em dólar e melhoria de sua estrutura de capital, condições essenciais para a sustentabilidade da operação após a saída do processo de proteção contra falência nos EUA.

A companhia aérea também conseguiu recentemente a aprovação da maioria dos acionistas para encerrar suas ações preferenciais e transformar todo o capital da companhia em ações ordinárias.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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