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Azul (AZUL53): Plenário do Cade aprova operação com a United Airlines e aérea dá passo importante para saída do Chapter 11

11 fev 2026, 16:25 - atualizado em 11 fev 2026, 16:25
Azul
(Imagem: iStock/Tarcisio Schnaider)

A Azul (AZUL53) conseguiu uma vitória importante para a saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), que enfrenta desde maio de 2025. O plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, por unanimidade, o ato de concentração da Azul com a United Airlines.

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A operação consiste na aquisição, pela United, de uma participação minoritária do capital social da Azul, como parte da reestruturação da aérea. Com a operação, a participação da companhia passará de atuais 2,02% para aproximadamente 8%.

No início de janeiro, o presidente do Cade prorrogou a conclusão do ato de concentração entre as empresas aéreas. A decisão de não liberar a certidão de trânsito em julgado, que concluiria o processo, gerou um atraso depois de a Superintendência-Geral do Cade ter aprovado a operação sem restrições, no fim de dezembro.

Isso ocorreu porque, após a aprovação pela área técnica, o Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPSConsumo) apresentou pedido de entrada como terceiro interessado, alegando que a operação deveria ter incluído também o negócio com a American Airlines, ainda não notificada ao Cade.

O instituto defendeu que “dado o forte entrelaçamento estratégico da UA no âmbito do Chapter 11 e a existência de relações de influência irrefutáveis das duas empresas americanas em aéreas latino-americanas”.

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Além disso, o IPS apontou que a participação minoritária da United no grupo de controladores da Azul e, simultaneamente, na Abra (holding controladora da Gol) permitiria a troca de informações concorrencialmente sensíveis.

Decisão do Cade

O conselheiro-relator, Diogo Thomsom, ponderou que o novo Estatuto Social da Azul prevê proteções específicas que devem restringir o acesso a informações concorrencialmente sensíveis e a disciplinar situações de potencial conflito de interesse.

“Entendo que as preocupações concorrenciais associadas ao potencial compartilhamento de informações sensíveis mostram-se no presente momento suficientemente mitigadas”, disse.

Apesar disso, Thomsom apresentou ressalvas envolvendo compromissos de governança e compliance. O relator indicou, caso ocorra a entrada da American Airlines na Azul, o Cade realizará uma análise concorrencial mais aprofundada e irá avaliar a necessidade de adoção de medidas mitigadoras como condição para sua aprovação.

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“O cenário concorrencial poderá ser substancialmente alterado na hipótese de ingresso efetivo da American Airlines na estrutura societária da Azul.”

“Diante do esforço, mantenho a decisão da SG-Cade de aprovação do presente ato de concentração acrescida das razões e fundamentos considerados neste voto”, disse Thomson.

Mais um passo para a Azul

Segundo informações do Broadcast, a Azul chegou a reportar ao Cade que um atraso na saída do Chapter 11 ofereceria graves riscos à saúde financeira e continuidade operacional da companhia aérea.

A Azul defende que, além de riscos jurídicos decorrentes de eventuais questionamentos sobre o plano de recuperação judicial pelos credores, existem altos custos mensais para a conclusão do processo.

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“Tais custos poderão ser majorados por eventual atraso para além de fevereiro/2026”, disse.

O cronograma prevê a saída do Chapter 11 ainda neste mês. Entre as condições para isso, o plano prevê que a aérea deve captar, pelo menos, US$ 850 milhões. A captação ocorrerá via oferta pública de ações, sendo US$ 750 milhões vindos de um grupo de credores US$ 100 milhões aportados pela United.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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