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Azul (AZUL53) propõe grupamento de ações na proporção de 150 mil ações para 1

04 mar 2026, 8:50 - atualizado em 04 mar 2026, 8:50
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(Imagem: iStock/miglagoa)

A Azul (AZUL53) convocou assembleia geral de acionistas para discutir a proposta de um grupamento de ações na proporção de 150 mil para 1, com o intuito de elevar o valor individual das ações para acima de R$ 1, conforme exigido pela B3.

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O grupamento de ações é um caminho comumente utilizado para elevar o valor de uma ação, consolidando um número de ações existentes em um número menor, resultando assim em um aumento proporcional no valor de cada uma.

Para entender o movimento vale recapitular que hoje as negociações das ações da Azul ocorrem por meio de lotes de 1 milhão. Na prática, apesar de o valor de tela mostrar que no fechamento de terça-feira (3) AZUL53 estava cotada a R$ 219, esse valor dividido pela quantidade de ações no lote representa um valor individual que vale menos do que centavos.

A companhia passou a negociar em lotes em decorrência da capitalização que realizou em seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), no qual emitiu bilhões de ações e gerou diluição massiva dos acionistas.

De acordo com a aérea, o grupamento visa que as ações da companhia passem a ter novamente valor individual superior a R$ 1,00 evitando a necessidade de continuar a negociação por meio de lotes.

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Os acionistas que possuem ações ordinárias em número que não seja múltiplo de 150.000 poderão, até o dia 14 de abril de 2026, se quiserem, ajustar as respectivas posições via mercado, mediante a composição de sua posição em lotes múltiplos de 150.000 ações, mediante negociações na B3.

“Caso o grupamento seja aprovado, a partir de 17 de abril de 2026, as ações da companhia passarão a ser negociadas de forma exclusivamente grupada, sendo o lote padrão de negociação reduzido de 1.000.000 (um milhão) para 1 (uma) ação”, diz a Azul.

Bônus de subscrição

A companha informou no mesmo fato relevante que, devido à saída do Chapter 11, os bônus de subscrição emitidos como vantagem adicional na oferta pública de distribuição primária de ações realizada fazem parte da Classe 11 de créditos (claims) e, na consumação do plano e saída do Chapter 11, serão considerados liquidados, cancelados, liberados e extintos, deixando de ser passíveis de negociação.

Em cumprimento ao plano, Azul solicitou à B3 a retirada dos Bônus de Abril de 2025 do ambiente de negociação.

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Saída do Chapter 11

Em 20 de fevereiro, a Azul anunciou a conclusão de seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos e saiu do Chapter 11, após cumprir todas as condições previstas no plano de reorganização.

Com o encerramento do processo, a Azul reduziu sua dívida de empréstimos e financiamentos em cerca de US$ 1,1 bilhão, cortou em aproximadamente 40% o endividamento relacionado a arrendamentos de aeronaves e diminuiu em mais de 50% os pagamentos anuais de juros em comparação com o período anterior ao Chapter 11.

Além disso, estima que seus gastos recorrentes com leasing serão reduzidos em cerca de um terço. O plano foi viabilizado pela captação de aproximadamente US$ 1,375 bilhão em Sênior Notes e US$ 950 milhões em aportes de capital.

A ordem na Azul após a saída do Chapter 11 (recuperação judicial nos Estados Unidos) é redução de alavancagem e foco em geração de caixa, de acordo com falas do CEO da aérea, John Rodgerson, em coletiva com jornalistas realizada após o anúncio.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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