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Azul (AZUL53): Superintendência do Cade deverá se manifestar sobre operação com a American Airlines

23 mar 2026, 15:53 - atualizado em 23 mar 2026, 15:54
Azul
(Imagem: iStock.com/dabldy)

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve se manifestar nos próximos dias sobre a petição apresentada pelo Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPSConsumo) que pede a notificação da operação da Azul (AZUL53) e American Airlines.

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O conselheiro-relator, Diogo Thomson de Andrande, entendeu que as alegações do IPSConsumo “noticiam indícios de integração prematura de atividades e exercício de influência material entre agentes econômicos sem a prévia notificação e aprovação desta autarquia”.

Os demais conselheiros concordaram com a análise e consideraram que a matéria deverá passar por apuração preliminar da Superintendência-Geral.

O Instituto busca a instauração de um Procedimento Administrativo para Apuração de Ato de Concentração (APAC) e aplicação de uma multa referente ao período em que a operação entre Azul e American teve anúncio como oficial, mesmo sem a notificação e aprovação do Cade.

A presidente do IPSConsumo, Juliana Pereira, defende a necessidade de evitar a mesma situação do acordo de codeshare (compartilhamento de rotas) entre Azul e Gol, entre 2024 e 2025, em que o acordo funcionou antes da análise do Cade.

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Azul, American e United

No final de fevereiro, a Azul saiu do processo de recuperação judicial que enfrentava nos Estados Unidos (Chapter 11).

A companhia quitou integralmente o financiamento DIP e liquidou a oferta pública de ações realizada em fevereiro, tornando efetiva a saída do processo conduzido na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York.

Com a reestruturação, a Azul reduziu aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento. Desse total, cerca de US$ 1,1 bilhão referem-se a empréstimos e financiamentos. A dívida de leasing de aeronaves caiu quase 40%.

American e a United Airlines se comprometeram com o aporte de US$ 100 milhões, totalizando US$ 200 milhões em novos recursos, destinados a reforçar a estrutura de capital da Azul e apoiar a operação após a saída da recuperação judicial.

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O aporte da United e American Airlines dará a cada uma delas uma participação de cerca de 8% na companhia.

A Azul tem um codeshare há mais de 12 anos com a United Airlines e existe um acordo para expandir isso para a American, como um movimento natural tendo em vista que participarão da base acionária, segundo falas do CEO da Azul, John Rodgerson, à época do anúncio da saída do Chapter 11.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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