Empresas

Azul (AZUL53) tem resultado operacional preliminar de R$ 546,4 milhões referente a dezembro de 2025; veja os números

24 fev 2026, 8:12 - atualizado em 24 fev 2026, 8:12
Azul
(Imagem: Wikiamedia)

A Azul (AZUL53) reportou à Justiça de Nova York relatório operacional mensal com informações financeiras referente a dezembro de 2025, como parte das divulgações de informações exigidas pelo processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No período, a aérea registrou receita líquida total de R$ 2,09 bilhões, enquanto o resultado operacional ajustado, desconsiderando itens pontuais e não recorrentes, principalmente relacionados à reestruturação, atingiu R$ 546,4 milhões. A margem operacional ficou em 26,2%.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 801,9 milhões, com margem Ebitda ajustada de 38,5%.

Ao fim de dezembro do ano passado, a Azul detinha R$ 1,01 bilhão em caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras de curto prazo. As contas a receber somavam R$ 2,72 bilhões.

A Azul destaca que essas informações são preliminares e não passaram por auditoria até então. A elaboração serviu exclusivamente para cumprir as exigências do Chapter 11.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“As informações não devem ser diretamente comparadas às demonstrações financeiras regulares anteriormente
divulgadas pela Azul”, pontua a companhia.

Fim do Chapter 11 da Azul

A Azul anunciou ao mercado a conclusão do processo de Chapter 11 na última sexta-feira (20), menos de nove meses após o início.

A companhia quitou integralmente o financiamento DIP e liquidou a oferta pública de ações realizada em fevereiro, tornando efetiva a saída do processo conduzido na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York.

Com a reestruturação, a Azul reduziu aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento. Desse total, cerca de US$ 1,1 bilhão referem-se a empréstimos e financiamentos. A dívida de leasing de aeronaves caiu quase 40%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A empresa estima redução superior a 50% nas despesas anuais com juros e corte de cerca de um terço nos custos recorrentes com arrendamentos. A alavancagem líquida proforma na saída ficou abaixo de 2,5 vezes.

A leitura do Bradesco BBI é positiva para Azul. Os analistas da casa ponderam que, após sair do Chapter 11, a aérea agora pode focar no crescimento responsável, enquanto executa o que está previsto em seu plano de negócios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar