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B100, antiga administradora da Reag, lança OPA após compra pela Planner

29 maio 2026, 19:02 - atualizado em 29 maio 2026, 19:02
Reag Investimentos 
(Imagem: Divulgação)

A B100, antiga Companhia Brasileira de Serviços Financeiros (CBSF), lançou uma oferta pública unificada (OPA) para comprar até a totalidade das ações ordinárias em circulação, após a aquisição de 96,93% do capital pela B100 Controle e Participações, holding ligada à Planner.

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A oferta foi registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 28 de maio e permanecerá aberta até 13 de julho.

A operação acontece em meio à reorganização dos ativos remanescentes do grupo Reag. A CBSF era a companhia aberta ligada à antiga estrutura da gestora, que entrou em crise após a Operação Carbono Oculto e a posterior liquidação extrajudicial da Reag Trust DTVM pelo Banco Central. A empresa acabou sendo adquirida pela holding da Planner em uma operação concluída em janeiro deste ano, passando posteriormente a adotar a marca B100.

Segundo o edital, a compra do controle foi concluída em 5 de janeiro de 2026, quando a B100 Controle e Participações adquiriu 5,65 milhões de ações da companhia, equivalentes a 96,93% do capital social. As ações pertenciam à Rcholding — nova denominação da Reag Capital Holding — e ao Reag Alpha Fundo de Investimento Financeiro em Ações.

O negócio chamou atenção pela estrutura de pagamento. O contrato prevê um desembolso fixo de apenas R$ 1 mil pela participação adquirida, além de parcelas variáveis vinculadas à geração futura de receitas e uma parcela contingente ligada à eventual ocorrência de um evento de liquidez nos próximos cinco anos.

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Por conta da aquisição do controle, a nova controladora ficou obrigada a realizar a oferta pública para os acionistas minoritários. Ao todo, a operação envolve 176.890 ações em circulação, o equivalente a cerca de 3,03% do capital social da companhia.

Os investidores poderão optar por duas modalidades de pagamento. A primeira é o chamado preço de tag along, que replica as condições negociadas com os antigos controladores. Nesse caso, a parcela fixa corresponde a apenas R$ 0,00018 por ação, acrescida de pagamentos futuros variáveis e contingentes, caso sejam geradas receitas elegíveis ou ocorra um evento de liquidez.

A segunda alternativa prevê o recebimento de R$ 13,82 por ação, corrigidos pela taxa Selic desde a data de fechamento da operação até a liquidação da oferta. O valor foi calculado com base na média ponderada das negociações das ações da companhia nos 30 pregões anteriores à conclusão da venda do controle.

O edital também traz um alerta sobre os impactos da liquidação da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, decretada pelo Banco Central em 15 de janeiro. Segundo a companhia, a medida afeta materialmente a transferência dos fundos de investimento para a estrutura da nova controladora e torna incertas as projeções relacionadas às receitas que serviriam de base para o pagamento das parcelas variáveis da operação.

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De acordo com a oferta, a receita líquida ajustada apurada entre janeiro e maio de 2026 foi zero, o que significa que, até o momento, não houve geração de valores devidos aos antigos controladores nem aos acionistas que eventualmente optarem pela modalidade de tag along.

A mudança para B100 foi aprovada pelos acionistas em abril e incluiu também a adoção do ticker B1003, o primeiro código de negociação da B3 formado por três numerais. A companhia informou ainda que alterou seu estatuto para eliminar dispositivos que previam a obrigação de realização de oferta pública em caso de atingimento de participação relevante.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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