Bolsa de Valores

B3 (B3SA3) dispara 37% em um mês; ainda dá tempo de comprar? Santander eleva recomendação e fixa novo preço-alvo

21 out 2026, 16:00
b3 dividendos
(Imagem: Renan Dantas/Money Times)

Depois de disparar 37% em 30 dias, as ações da B3 (B3SA3) ainda têm espaço para ir além, na avaliação do Santander.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco elevou a recomendação dos papéis de neutra para outperform (equivalente à compra) e estabeleceu um preço-alvo de R$ 30 para o fim de 2027, o que representa um potencial de valorização de 27%, além de um retorno com dividendos (dividend yield) de 7%.

A mudança de visão ocorre em meio à melhora das perspectivas para o mercado de capitais brasileiro.

Com os juros de longo prazo em trajetória de queda e a expectativa de continuidade do afrouxamento monetário em 2027, o Santander vê condições mais favoráveis para o aumento dos negócios no mercado de ações — um movimento que pode impulsionar os resultados da operadora da bolsa brasileira.

Além disso, apesar da forte alta recente, os analistas avaliam que a B3 continua negociada com desconto de 23% em relação a seus pares globais. Ainda que não esperem que essa diferença desapareça por completo, eles avaliam que ela pode diminuir nos próximos 12 meses.

Bolsa mais movimentada pode impulsionar o lucro da B3

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um dos principais motores da tese para a B3 (B3SA3) é o aumento do volume negociado na bolsa brasileira. Em outubro, o volume financeiro médio diário (ADTV, na sigla em inglês) está em aproximadamente R$ 66 bilhões no acumulado do mês, segundo o Santander.

A volatilidade associada às eleições contribuiu para elevar a atividade, enquanto a perspectiva de juros menores tende a favorecer o mercado acionário e o apetite por ativos de risco.

Com base nos dados operacionais do terceiro trimestre de 2026, o banco projeta lucro líquido ajustado de R$ 1,425 bilhão para a B3 no período, estável em relação ao trimestre anterior e 10% acima do registrado um ano antes.

Para 2027, a expectativa é ainda mais otimista. Mesmo considerando uma desaceleração dos volumes em novembro e dezembro, o Santander estima que a atividade média diária alcance R$ 40 bilhões no próximo ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse cenário, o lucro líquido da B3 pode chegar a R$ 8,2 bilhões em 2027, crescimento de 23% em relação ao ano anterior.

Dividendos extraordinários entram na conta

Além da perspectiva de crescimento dos lucros, a remuneração dos acionistas é outro ponto favorável à tese.

Após mudanças introduzidas pela reforma tributária, a B3 vem utilizando seu estoque de R$ 5,5 bilhões em ativos fiscais (DTAs) para realizar distribuições extraordinárias de juros sobre capital próprio (JCP). Desse total, R$ 3 bilhões já foram distribuídos, restando R$ 2,5 bilhões.

O Santander estima que R$ 500 milhões sejam pagos no quarto trimestre de 2026 e que os R$ 2 bilhões restantes sejam distribuídos ao longo de 2027.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse cronograma, porém, pode ser antecipado caso os lucros avancem mais do que o esperado. Isso porque existem limitações regulatórias para as distribuições vinculadas à rentabilidade da companhia.

O cenário muda a partir de 2028, quando a reforma tributária deve trazer ventos contrários à dinâmica de distribuição de capital, segundo o banco.

Concorrência da Base ainda não preocupa

A perspectiva de entrada de um novo concorrente também voltou ao radar dos investidores.

A Base Exchange anunciou a intenção de começar a operar como bolsa de valores no segundo semestre de 2027, reacendendo as discussões sobre a competição no mercado brasileiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o Santander, no entanto, a concorrência não deve produzir efeitos relevantes sobre os resultados da B3 no curto prazo.

Embora a entrada de novos participantes possa pressionar preços ao longo do tempo, o banco não prevê um impacto material em um horizonte previsível.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil em 2025 e 2026. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.
Linkedin
Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil em 2025 e 2026. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar