Comprar ou vender?

B3 (B3SA3): Alta no lucro do 4T25 e salto das ações em 12 meses; ainda é hora de comprar?

27 fev 2026, 15:02 - atualizado em 27 fev 2026, 15:04
dividendos b3
(Imagem: Divulgação/B3)

As ações da B3 (B3SA3) avançavam 1,23% por volta das 13h20 desta sexta-feira, a R$ 18,17, depois de a companhia ter apresentado lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão no quarto trimestre, crescimento 22% na base anual. Analistas elogiaram os resultados, embora a recomendação de compra não seja um consenso.

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Os analistas destacaram que o lucro líquido foi impactado por uma taxa efetiva de imposto de renda acima do esperado. O efeito foi influenciado pela atualização contábil de impostos diferidos relacionados à amortização fiscal de ágio — sem impacto em caixa — e pelo pagamento de juros sobre capital próprio.

O Bradesco BBI avaliou que o aumento da distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) tende a reduzir a taxa efetiva de imposto nos próximos trimestres. Já os efeitos da atualização do imposto diferido devem permanecer pontuais, na avaliação do banco.

Segundo os analistas Marcelo Mizrahi e Renato Chanes, os números do balanço reforçam um conjunto de tendências operacionais positivas para a companhia. Eles disseram, entre outras coisas, que o controle de despesas também contribuiu para sustentar uma dinâmica considerada saudável para a operadora da bolsa brasileira.

Avanço das receitas em bom momento para o mercado de capitais

Analistas também destacaram o avanço das receitas em praticamente todas as linhas, especialmente em um contexto de melhora dos volumes de negociação e de retomada das emissões no mercado de capitais.

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A área de Mercados avançou 8% na comparação anual, com destaque para renda fixa e crédito, que cresceram 34%. Derivativos ficaram praticamente estáveis (-1%), enquanto ações à vista subiram 8%, embora com tarifas menores do que o esperado pontuou o UBS BB.

Soluções para o Mercado de Capitais registrou crescimento de 27% em um ano, com forte contribuição da área de Dados, que avançou 31%, beneficiada por reajustes inflacionários e melhor desempenho de produtos ligados ao mercado de capitais. As linhas de Listagem e Soluções cresceram 30%, impulsionadas por ofertas subsequentes (follow-ons), enquanto Depositary avançou 18%.

No segmento de Data Analytics, a alta foi de 20%, com crescimento de 23% em Plataforma e Analytics e de 16% em Veículos e Imobiliário. Já Tecnologia e Plataformas subiu 17%, refletindo aumento no número de clientes no segmento de balcão (OTC) e reajustes anuais de preços.

O que esperar de 2026?

Para 2026, a leitura é de que a execução operacional deve continuar ancorando os resultados da B3, disse o BBI. No entanto, o desempenho financeiro, disseram os analistas do banco, seguirá dependente do comportamento da taxa de juros e do nível de atividade do mercado.

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O Bradesco BBI mantém postura neutra para a tese no momento, à espera de maior clareza sobre a consistência do crescimento das receitas e sobre a capacidade de monetização dos novos produtos da companhia.

Já o UBS BB segue com uma recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 19,50 em 12 meses. A Genial Investimentos também segue com a mesma indicação para o papel da operadora da bolsa brasileira, com preço-alvo de R$ 21,60.

“O início de 2026 tem mostrado forte aceleração do ADTV, impulsionado principalmente pelo fluxo estrangeiro. A combinação de fatores macroeconômicos e geopolíticos sugere que esse movimento pode se sustentar ao longo do ano“, disse a corretora em relatório.

A ação da B3 acumula alta de 68% nos últimos 12 meses.

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B3 vê estabilidade nas margens

A B3 está observando certa estabilidade nas margens do primeiro trimestre em relação ao trimestre anterior, apesar do grupo ter começado o ano com otimismo, disseram os executivos nesta sexta-feira em teleconferência.

De acordo com André Milanez, diretor executivo financeiro, e Fernando Campos, diretor de relações com investidores, o ano será marcado pela exploração de oportunidades no mercado de contratos de previsão e opções digitais, após a empresa ter recebido, recentemente, aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Os executivos acrescentaram que o segmento de derivativos deve apresentar um desempenho melhor do que em 2025, com perspectiva “definitivamente mais positiva” para o segmento.

“Entramos em 2026 muito otimistas e entusiasmados com as oportunidades que temos pela frente”, disseram.

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*Com informações da Reuters

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.

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