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B3 (B3SA3) de lado após lucro bilionário e primeiro IPO em cinco anos; o que o mercado achou do resultado

12 ago 2026, 11:01 - atualizado em 12 ago 2026, 11:13
B3 Ibovespa bolsa de valores brasil
Foto: caio acquesta/iStock

As ações da B3 (B3SA3) opera entre altas e baixas no pregão desta quarta-feira (12) com a repercussão do resultado do segundo trimestre de 2026 (2T26) da companhia, considerado sólido e amplamente em linha com as expectativas do mercado.



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A operadora da bolsa brasileira registrou lucro líquido recorrente de R$ 1,4 bilhão entre abril e junho, avanço de 8% na comparação anual. O resultado ficou praticamente alinhado ao consenso da LSEG, que projetava lucro de R$ 1,46 bilhão. A receita total somou R$ 3,1 bilhões, alta de 12,2%, impulsionada pela recuperação da atividade no mercado de ações, crescimento das receitas recorrentes e retomada das ofertas públicas.

Embora os números tenham mostrado evolução operacional, analistas destacaram que parte relevante do crescimento do lucro contábil foi favorecida por eventos extraordinários, o que ajudou a limitar o entusiasmo dos investidores.

O que o mercado acho dos números da B3

O Citi classificou o trimestre como “ruidoso” devido à combinação de fatores não recorrentes, como o ganho de R$ 124 milhões com a venda da participação na Dimensa, benefícios tributários relacionados ao pagamento extraordinário de juros sobre capital próprio (JCP) e despesas associadas à transição da gestão.

Para o banco, as tendências operacionais ficaram em linha com o esperado, mas os níveis de atividade seguem moderados no início do terceiro trimestre.

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Na mesma linha, o BTG Pactual afirmou que o desempenho subjacente foi “ligeiramente mais fraco” do que o lucro reportado sugere. O banco ressaltou que receitas, Ebitda e lucro recorrente recuaram na comparação trimestral e vieram levemente abaixo de suas projeções, ainda que os números tenham sido compensados por efeitos positivos abaixo da linha operacional.

O mercado também acompanha sinais de desaceleração em alguns dos principais indicadores de atividade da bolsa. Apesar do volume financeiro médio diário do mercado à vista ter avançado 20,1% na comparação anual, para R$ 31,3 bilhões, o indicador mostrou desaceleração frente ao primeiro trimestre. Nos derivativos, o volume médio diário caiu 8,3%, pressionado principalmente pelo forte recuo das negociações de contratos futuros de criptoativos.

Por outro lado, a diversificação das receitas segue sendo um dos principais pontos positivos destacados pelos analistas. As receitas recorrentes cresceram 17,3%, ritmo superior ao avanço de 7,9% das receitas pró-cíclicas, ligadas aos mercados de renda variável e derivativos.

A XP avaliou que o trimestre foi saudável e reforçou a capacidade da companhia de expandir resultados mesmo em um ambiente menos favorável para os mercados. A corretora destacou o crescimento das linhas de renda fixa, crédito, soluções para mercado de capitais e tecnologia, mas ponderou que os números vieram amplamente dentro das expectativas, sem gatilhos para uma reação mais expressiva das ações.

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Visão semelhante foi adotada pelo Bradesco BBI. Na avaliação do banco, a leitura do resultado é neutra a levemente positiva. Apesar da pressão das despesas com mudanças na diretoria e maiores gastos com pessoal e tecnologia, os analistas enxergam potencial de revisões positivas para 2026 diante dos benefícios fiscais adicionais esperados ao longo do ano.

O Itaú BBA também chamou atenção para a qualidade dos resultados. Segundo o banco, a operação entregou receitas e margens em linha com as projeções, mas o lucro foi beneficiado por itens extraordinários, como o ganho tributário do JCP e a venda da participação na Dimensa. Ainda assim, a instituição manteve recomendação equivalente à compra para o papel.

Entre os analistas consultados, prevalece uma visão construtiva para a tese de investimento, sustentada pela geração de caixa, forte rentabilidade e valuation considerado atrativo. Os preços-alvo variam entre R$ 20 e R$ 23 por ação em casas como Citi, BTG, Bradesco BBI, Itaú BBA e Safra.

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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