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Banco Central liquida Reag Investimentos em meio a apuração sobre o caso Master

15 jan 2026, 8:14 - atualizado em 15 jan 2026, 9:02
Reag Investimentos 
Banco Central decreta liquidação da Reag Investimentos (Imagem: Divulgação)

O Banco Central do Brasil (BC), decretou, nesta quinta-feira (15), a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, nova denominação da Reag Investimentos. 

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Segundo a autoridade monetária, a decretação foi motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN (Sistema Financeiro Nacional)”.

Com a medida, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da companhia.

Em nota divulgada à imprensa, o BC informou ainda que se trata de uma instituição enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial, representando menos de 0,001% do ativo total ajustado do SFN.

A entidade destacou também que continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, conforme suas competências legais.

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“O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”, disse.

Escândalos

Os fundos geridos pela Reag são apontados como parte do esquema de fraude envolvendo o Banco Master e teriam aplicado ao menos R$ 2 bilhões em títulos da instituição financeira, segundo informações divulgadas pelo portal Pipeline. 

Ontem (14), João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da empresa, foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga a suposta concessão de créditos fraudulentos pelo Master.

Mansur fundou a Reag em meados de 2012, e, em poucos anos, a companhia se tornou uma das maiores gestoras independentes do país.

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PCC na Faria Lima

Em agosto de 2025, a Reag Investimentos também foi alvo de uma megaoperação envolvendo as polícias FederalCivil Militar, além do MP-SP e do MPF, que tinha o objetivo de desarticular um esquema bilionário no setor de combustíveis ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na ocasião, a força-tarefa, batizada de Carbono Oculto, mobilizou mais de 1.400 agentes e ocorreu em diversos estados, como São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Segundo as autoridades, foram identificadas irregularidades em várias etapas do processo de produção e distribuição de combustíveis no Brasil.

Cerca de 1.000 postos vinculados ao grupo criminoso teriam movimentado R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, e os suspeitos teriam sonegado mais de R$ 7 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.

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Ainda de acordo com a investigações, pelo menos 40 fundos, que juntos somam patrimônio de R$ 30 bilhões, são suspeitos de terem sido usados pelo PCC como estrutura para ocultação de patrimônio em meio ao esquema.

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