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Banco central da Lituânia lançará LBCOIN, criptomoeda colecionável

10/07/2020 - 8:22
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
A ideia não é emitir uma CBDC, e sim testar o potencial de uma por meio da emissão de moedas colecionáveis e digitais (Imagem: Bank of Lithuania)

O Banco da Lituânia, o banco central do país, emitirá LBCOIN, sua moeda digital e colecionável baseada em blockchain, no dia 23 de julho.

LBCOIN consiste em seis tokens digitais e uma moeda física e colecionável de prata. Quando usuários adquirirem a LBCOIN, receberão um conjunto de seis tokens digitais que, assim, poderão ser trocadas por uma moeda física e colecionável de prata.

Cada token digital possui uma das 20 assinaturas da Declaração da Independência da Lituânia e a moeda física parece um cartão de crédito, com uma denominação de € 19.18 (cerca de R$ 115) — sendo 1918 o ano em que a Declaração foi assinada por 20 signatários (padres, presidentes, diplomatas, industrialistas, acadêmicos e empregados municipais).

O Banco da Lituânia emitirá quatro mil LBCOINs, ou seja, 24 mil tokens digitais e quatro mil moedas colecionáveis. Uma LBCOIN está precificada em € 99 (quase R$ 600).

Frente e verso da LBCOIN (Imagem: Bank of Lithuania)

Não é uma CBDC

É importante destacar que a LBCOIN não é uma moeda digital emitida por banco central (CBDC), mas ajudará o banco a explorar CBDCs se o projeto der certo.

“LBCOIN é um experimento importante para explorar o potencial de uma CBDC”, disse Marius Jurgilas, membro do comitê do Banco da Lituânia.

LBCOIN foi criada no blockchain público NEM e, quando adquirida, poderá ser armazenada em uma carteira NEM ou em uma outra carteira disponível na loja on-line da LBCOIN. LBCOIN também pode ser dada de presente ou trocada com outros compradores.

Assim, não é uma moeda corrente e foi criada apenas para colecionar, afirmou o banco central.

O projeto LBCOIN será finalizado nos próximos 30 meses e, assim, nenhum token digital será emitido nem moedas poderão ser reivindicadas após esse prazo.

“Assim, até lá, colecionadores terão de trocar seus tokens digitais por uma moeda física e colecionável, enviá-la como um presente ou transferi-la à rede pública NEM, onde poderá ser armazenada por tempo ilimitado”, explicou o banco central.

O projeto está em desenvolvimento desde 2018, com diversos parceiros externos, incluindo as empresas europeias de tecnologia iTree Lietuva, Super How e UAB Cryptodus.

O Banco da Lituânia também opera um sandbox baseado em blockchain chamado LBChain para ajudar startups de tecnologia financeira (fintechs) a realizarem pesquisas de blockchain, desenvolver seus serviços baseados em blockchain e testá-los em instituições financeiras.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 10/07/2020 - 10:43