Banco de Brasília tem mudanças no alto escalão em meio ao caso Master; veja as movimentações
O Banco de Brasília (BRB) informou ao mercado, na noite de segunda-feira (9), a renúncia de Jacques de Maurício Ferreira Veloso de Melo ao cargo de diretor jurídico da companhia. A efetivação da renúncia ocorrerá em 14 de fevereiro e não houve divulgação de informações sobre uma substituição.
Na mesma noite, o banco anunciou a posse de Ana Paula Teixeira no cargo de diretora executiva de controles e riscos (DICOR).
Teixeira tem uma trajetória no setor financeiro, tendo atuado como vice-presidente de gestão de riscos, controles internos, segurança institucional e cyber segurança do Banco do Brasil, além de ter exercido posições de liderança em instituições financeiras nas áreas de controles internos, compliance, gestão de riscos, capital, crédito e governança.
Os movimentos ocorrem em meio aos desdobramentos do caso Master, que tem o BRB como um dos nomes envolvidos.
BRB no caso Master
Em novembro de 2025 ocorreu a deflagração da primeira fase da operação Compliance Zero que apura um esquema de fraudes no Banco Master.
No mesmo dia, o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Master, após concluir que a instituição não tinha condições de honrar seus compromissos.
Em março de 2025, o Banco de Brasília chegou a apresentar uma proposta para a compra do Banco Master, mas o negócio foi vetado pelo Banco Central logo antes da liquidação da instituição.
As investigações contra o Master apuram suspeitas de um esquema que poderia ter provocado prejuízos superiores a R$ 10 bilhões ao BRB, o que aumentou a atenção do mercado sobre a governança do banco.
Plano de recomposição
Na última semana, o Banco de Brasília apresentou ao Banco Central uma série de medidas que a instituição implementará para recompor seu capital, caso se mostre necessário, em meio a investigação relacionada ao Master.
“O documento entregue pelo BRB ao órgão regulador apresenta um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas nos próximos 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro”, informou o BRB em nota após uma reunião entre o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, e o diretor de Regulação do BC, Gilneu Francisco Astolfi Vivan.
A definição de eventuais valores de aporte necessários só ocorrerá após a conclusão das investigações, conforme destacou o banco no comunicado.