Banco Master: Galípolo defende atuação do BC após irregularidades de servidores
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu a atuação da autarquia e afirmou que a instituição atravessa um “processo de luto” após a identificação de servidores supostamente envolvidos em irregularidades ligadas ao caso do Banco Master.
Segundo Galípolo, o episódio impacta um dos pilares da autoridade monetária. “Para todos os servidores do Banco Central, a ética é um valor muito caro”, disse nesta quinta-feira (26), durante a coletiva de imprensa sobre o Relatório de Política Monetária (RPM).
Em janeiro, dois integrantes da área de supervisão foram afastados enquanto avançavam as investigações envolvendo fraudes no banco de Daniel Vorcaro.
Apesar do abalo, o presidente ressaltou que a resposta interna foi rápida e dentro dos protocolos, sendo que o corpo técnico do BC segue operando normalmente, ainda que com limitações de recursos e instrumentos legais.
Ele também destacou que, nos últimos anos, a instituição implementou novos mecanismos de controle que têm ajudado a reduzir o impacto de fraudes no sistema financeiro.
Sobre o caso do Banco de Brasília (BRB), Galípolo afirmou que a solução para as perdas relacionadas ao Banco Master depende, em grande parte, do acionista controlador, o governo do Distrito Federal.
Segundo ele, a gestão atual do banco tem se empenhado em equacionar o problema, mas trata-se de uma questão patrimonial — e não de liquidez —, exigindo aporte de capital.
De acordo com as regras do regulador, o BRB precisa apresentar uma solução até o fim de março, junto à divulgação do balanço, sob risco de sanções.