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BB destaca desempenho de frigoríficos e recomenda as melhores ações do agronegócio para fevereiro; potencial de alta chega a 63%

14 fev 2025, 11:56 - atualizado em 14 fev 2025, 11:56
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(iStock.com/Olha Rohulya)

As ações dos frigoríficos continuam se sobressaindo na bolsa brasileira. De acordo com o BB Investimentos, o grande destaque do mês de janeiro ficou por conta das companhias expostas à proteína de aves e carne suína: BRF (BRFS3), JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3).

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A expectativa do BB para o ano de 2025 é de um volume de exportação de carnes robusto. No caso da proteína bovina, a redução da produção pela virada do ciclo pecuário deve manter os preços sob pressão, favorecendo o consumo interno de proteína de aves e suína.

O banco vê a BRF com potencial de valorização de 63,7%, o maior do setor dentre as ações recomendadas. A Marfrig é a segunda da lista, com potencial de subir 58,4% e a JBS fecha o pódio dos frigoríficos com potencial alta de 42,6%. O BB recomenda compra das três.

A JBS liderou as altas de janeiro no setor, subindo 6,6%, seguida pela BRF (5,1%) e pela Marfrig (4,9%). O destaque negativo ficou para a Minerva Foods (BEEF3), que não é beneficiada pelo bom momento do frango e sofre com a alta alavancagem.

O relatório do BB ainda comenta o desempenho de outros papéis ligados ao agronegócio, como os segmentos de alimentos e bebidas. Além dos frigoríficos, o banco também incluiu Ambev (ABEV3) e SLC Agrícola (SLCE3) entre as melhores escolhas para o setor.

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Como foi o início do ano no agronegócio?

Grãos

De acordo com os analistas, a redução da relação de estoque e uso mundial projetada para o mês de janeiro pelo USDA permitiu que a soja finalizasse o mês com uma alta de 4,4% na cotação do bushel em dólar. Contudo, a chegada do período de colheita da safra brasileira fez com que a saca do grão fechasse o mês cotada a R$ 129 (-7,5% m/m).

A respeito da colheita, o banco destaca o atraso neste início de ano. Segundo o último boletim da Conab, no início de fevereiro, apenas 8% da área semeada já foi colhida, número bem abaixo dos 14% registrados no mesmo período da safra anterior.

Em relação ao milho, a relação de estoque e uso mundial segue pressionada, com os estoques iniciais para a safra 24/25 tendo uma redução expressiva na Argentina e Ucrânia.

No Brasil, a Conab estima produção de 122 milhões de toneladas na safra 24/25, o que representa crescimento de 5,5% ante a safra anterior. Segundo o BB, o aumento decorre do aumento da produtividade no plantio.

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Os preços seguiram positivos, com as cotações em dólar registrando alta pelo terceiro mês consecutivo. No cenário doméstico, o prêmio cobrado no Porto de Paranaguá fechou o mês com alta de 10,5% em relação a dezembro. A preocupação dos analistas é com a comercialização da safra 2024/25 no Mato Grosso, que ainda não decolou e está bem abaixo da média para o período.

Outro ponto que tem chamado a atenção do setor é a alta observada nos preços dos fertilizantes na cotação em dólar, o que implicou em nova piora da relação de troca do mix de fertilizantes tanto no caso da soja, quanto do milho.

Carne bovina

Segundo o BB, o volume de abates de fêmeas segue em alta na comparação anual, enquanto a escala de abates segue abaixo da média histórica. As exportações de carne bovina tiveram uma oscilação, caindo 11% em relação a dezembro (m/m) e 0,8% ante o mesmo período do ano anterior (a/a).

As escalas de abate mais apertadas sustentaram a cotação do boi gordo em patamares mais elevados, com cotação média de R$ 325 por arroba, uma alta de 1,4% (m/m) e 30,2% (a/a). No mercado interno, os preços no atacado retraíram 3,8% (m/m), enquanto no varejo (IPCA) a carne bovina teve a 6ª alta consecutiva (0,36% m/m).

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Carne de frango e suína

Os analistas reforçam que as exportações de carne de frango seguem aquecidas, impulsionando o aumento no volume de abates nos últimos 12 meses. No mercado interno, os preços elevados da carne bovina pressionam a demanda pelo frango, que também manteve preços firmes, o que beneficia diretamente JBS e BRF — controlada pela Marfrig.

Em relação à carne suína, a sazonalidade do mês de janeiro, com a ressaca das festas de fim de ano, reduziram naturalmente os volumes de exportação e o preço no mercado interno, se comparados a dezembro. Porém os preços subiram 30% no cenário doméstico e as exportações tiveram alta de 4,9% ante janeiro do ano anterior.

Bebidas

Para o segmento de bebidas, o BB alerta para uma queda de confiança do empresário e do consumidor, impactadas pela piora das expectativas para a economia. A renda real teve novo avanço na comparação anual, mas a produção de bebidas recuou.

Os dados de janeiro do Índice de Confiança do Empresário Industrial de mostraram recuo em 24 dos 29 setores considerados, com o setor de Bebidas vindo em 50,9, queda de 4,1 pontos (m/m). O Índice de Confiança do Consumidor caiu 5,1 pontos (m/m) com piora das expectativas futuras.

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Em relação a produção, os últimos dados, referentes ao mês de dezembro de 2024, mostram que houve queda na comparação anual. A produção de bebidas alcoólicas recuou 3% (a/a), enquanto a de não alcoólicos caiu 2,7% (a/a).

Confira as recomendações do BB para o agronegócio

Empresa Ticker Preço-alvo (R$) Potencial de alta (%) Recomendação
Ambev ABEV3 R$ 16,00 46,70% Compra
Minerva BEEF3 R$ 10,00 129,90% Neutra
BRF BRFS3 R$ 33,00 63,70% Compra
JBS JBSS3 R$ 47,00 42,60% Compra
M. Dias Branco MDIA3 R$ 42,00 90,00% Neutra
Marfrig MRFG3 R$ 23,00 58,40% Compra
Ouro Fino OFSA3 R$ 21,00 15,40% Neutra
SLC Agrícola SLCE3 R$ 26,00 44,00% Compra
Boa Safra SOJA3 R$ 20,80 102,30% Neutra

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Repórter estagiário no Money Times, graduando em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP). Cobre empresas, mercados e agronegócio desde 2024.
gustavo.silva@moneytimes.com.br
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