Carteira Recomendada

BB Investimentos recomenda small caps que saltaram mais de 100% em 2025 para carteira de janeiro

03 jan 2026, 9:00 - atualizado em 02 jan 2026, 14:56
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BB Investimentos mantém carteira de 10 small caps para janeiro, com desempenho melhor que o SMLL em dezembro. (Imagem: REUTERS/Regis Duvignau/File Photo)

O BB Investimentos manteve a sua carteira com dez small caps para o mês de janeiro inalterada.

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Com isso, permanecem na seleção os papéis do Banco ABC (ABCB4), Azzas (AZZA3), Bradespar (BRAP4), Cury (CURY3), Cyrela (CYRE3), Intelbras (INTB3), JHSF (JHSF3), Marcopolo (POMO4), PetroReconcavo (RECV3) e Vulcabras (VULC3).

Em dezembro, a valorização acumulada da carteira foi de -1,03% enquanto seu índice small caps (SMLL) registrou variação de -3,58%.

Veja a avaliação do BB Investimentos

Banco ABC (ABCB4)

O Banco ABC atravessa 2025 com foco na preservação da rentabilidade e da qualidade da carteira, priorizando resultados sustentáveis em vez de crescimento acelerado. O ambiente de juros elevados favorece algumas linhas de negócio e exige cautela em outras, especialmente no segmento Middle, que concentra maior rentabilidade, mas também mais risco. O banco segue bem posicionado, com oportunidades ligadas à ampliação de produtos, parcerias e possíveis aquisições, além de manter pagamentos recorrentes de proventos acima da média do mercado.

Azzas (AZZA3)

Maior grupo de moda da América Latina, a Azzas nasceu da fusão entre Arezzo e Grupo Soma e reúne 27 marcas e cerca de 2 mil lojas. No 3T25, registrou crescimento de 4,4% na receita bruta, alcançando R$ 3,7 bilhões. Após a fusão, a companhia avançou na simplificação da governança e na integração operacional, com foco estratégico no crescimento eficiente e na visão de longo prazo até 2030. O endividamento é considerado saudável, com investimentos direcionados a projetos de maior retorno.

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Bradespar (BRAP4)

A Bradespar é uma holding cujo único ativo relevante é a participação na Vale, fazendo com que seus resultados reflitam diretamente o desempenho da mineradora. No 3T25, a Vale apresentou evolução operacional consistente, com estabilidade nas operações e redução de custos, sustentando margens robustas. A forte geração de caixa segue permitindo uma política relevante de distribuição de dividendos, o que beneficia diretamente a holding.

Cury (CURY3)

Com foco no segmento econômico nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, a Cury segue apresentando forte desempenho operacional. No 3T25, lançou empreendimentos com VGV de R$ 1,7 bilhão e manteve vendas líquidas elevadas, sustentando um dos maiores índices de VSO do setor. A receita e o lucro líquido renovaram recordes históricos, com margens em expansão, refletindo eficiência operacional e elevada demanda nos mercados em que atua.

Cyrela (CYRE3)

A Cyrela atua majoritariamente nos segmentos médio e alto padrão e apresentou volume expressivo de lançamentos no 3T25, com VGV total de R$ 5 bilhões. As vendas líquidas permaneceram resilientes, apesar de leve recuo no VSO devido ao aumento da oferta. A companhia entregou crescimento relevante no lucro líquido e nas margens, impulsionada também pelos resultados de participações estratégicas em outras incorporadoras listadas.

Intelbras (INTB3)

A Intelbras atua nos segmentos de segurança eletrônica, redes e energia, com presença no Brasil e na América Latina. Após forte crescimento desde o IPO, a empresa passou a priorizar rentabilidade. No 3T25, houve retração de receita, mas o lucro líquido avançou, sustentado por uma estrutura financeira conservadora, posição de caixa líquido e melhora da margem líquida.

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JHSF (JHSF3)

Voltada ao público de alta renda, a JHSF apresentou crescimento nas receitas recorrentes e avanço da incorporação no 3T25. A companhia expandiu seu portfólio com a aquisição da BYS International, no segmento de charters de iates, e segue ampliando a operação do aeroporto executivo, que apresentou forte crescimento de movimentos e receita. Apesar de alavancagem acima da média do setor, há expectativa de desalavancagem com a venda do portfólio de incorporação.

Marcopolo (POMO4)

A Marcopolo enfrenta um cenário misto. O segmento rodoviário segue como principal fonte de receita, mas a menor demanda doméstica por ônibus de longa distância pressiona margens. O segmento urbano mostra estabilidade, com potencial de crescimento nas linhas elétricas e híbridas. As operações internacionais, especialmente na Austrália e África do Sul, têm sustentado os resultados, enquanto o endividamento segue bem estruturado.

PetroReconcavo (RECV3)

A PetroReconcavo atua na exploração e produção onshore, com baixa alavancagem e boa geração de caixa. A produção teve leves oscilações negativas em 2025 por fatores operacionais, mas a empresa avança na otimização do portfólio e na verticalização, com destaque para ativos de gás. Apesar dos riscos ligados ao preço do petróleo e aos custos de extração, a relação risco-retorno ainda é considerada atrativa.

Vulcabras (VULC3)

Maior fabricante de calçados esportivos do Brasil, a Vulcabras apresentou forte crescimento no 3T25, com alta de 21,8% na receita líquida. A empresa opera com baixo endividamento e direciona seus investimentos à ampliação do parque fabril e ao ganho de eficiência operacional, sustentando perspectivas positivas de crescimento no mercado doméstico.

As small caps recomendadas para janeiro

Empresa Ticker Variação em 2025
Banco ABC ABCB4 32,54%
Azzas AZZA3 -6,39%
Bradespar BRAP4 42,39%
Cury CURY3 113,20%
Cyrela CYRE3 97,81%
Intelbras INTB3 1,28%
JHSF JHSF3 131,47%
Mrcopolo POMO4 5,87%
PetroReconcavo RECV3 -25,73%
Vulcabras VULC3 78,08%

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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