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BB caminha para pagar dividendo maior em 2018, diz Luiz Barsi

09/11/2017 - 15:41

Os resultados do terceiro trimestre do Banco do Brasil não surpreenderam Luiz Barsi, um dos mais bem-sucedidos investidores na Bolsa de Valores, detentor de ações do BB (BBAS3). Ele prevê que o banco, atormentado por financiamentos ruins, apresentará números melhores já no próximo trimestre. É hora de aguardar: “Em ações precisamos ser parceiros”.

“Acredito que neste último trimestre do ano, a incidência de provisionamento já diminua bem. Grande parte já foi executado. E aí o banco começa a produzir melhores resultados operacionais e financeiros e, consequentemente, boas distribuições de dividendos”, disse em entrevista concedida ao Money Times por telefone.

Conhecido pelo foco em pagamento de dividendos, Barsi chama atenção ao anúncio do banco de pagar um juros sobre capital próprio aos acionistas de R$ 0,22 por ação em novembro – superior ao que vinha distribuindo nos últimos meses (R$ 0,07 por ação). Um sinal de que a conjuntura está mais favorável.

“Em ações precisamos ser parceiros. Existem os bons e maus momentos. Não é porque em um determinado período o banco dá um resultado menor, você deva vender todas as ações. Precisa ser parceiro, investidor”, opina o investidor. Nesta quinta-feira (9) de publicação do balanço trimestral, as ações do BB recuavam 0,97%, cotadas a R$ 32,79, enquanto o Ibovespa perdia 1,50%.

Eduardo Rosman e Thiago Kapulskis, analistas do BTG Pactual, receberam os números do Banco do Brasil positivamente. Eles elogiam o trabalho da gestão do banco em termos de eficiência de custos. “Isso ‘compra’ tempo adicional enquanto os empréstimos não recuperam. Se a Selic permanecer baixa e a economia seguir recuperando, devemos ver menos problemas na ‘problemática’ carteira de empresas, permitindo a continuidade da tendência de queda nas provisões e aumento do retorno sobre capital.” A recomendação é “neutra”, com preço-alvo em 12 meses de R$ 39.

Henrique Navarro, analista do Santander, sugere “compra” para Banco do Brasil, com preço-alvo ao fim de 2018 de R$ 42. Para ele, os números vieram mistos. “Ainda continuamos enxergando Banco do Brasil e Bradesco como opções de compra no setor, embora em segundo e terceiro lugar na escala de preferências”, diz, reiterando a preferencia setorial por Itaú.

Resultados

Com aumento nas receitas de tarifas e menores despesas com provisões, o Banco do Brasil lucrou R$ 2,708 bilhões no terceiro trimestre deste ano, um aumento de 15,9% na comparação com 2016 e de 2,2% em relação ao segundo trimestre. O resultado veio em linha com as projeções de analistas.

A título de comparação, o Itaú Unibanco registrou lucro líquido de R$ 6,254 bilhões no terceiro trimestre, expansão de 11,78% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 5,595 bilhões. E o Bradesco anunciou lucro líquido ajustado de R$ 4,810 bilhões no terceiro trimestre, expansão de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

De julho a setembro, a carteira de crédito ampliada do banco, que considera títulos privados e garantias, encerrou setembro com saldo de R$ 677,037 bilhões, montante 2,7% menor que ao término de junho, de R$ 696,121 bilhões. O encolhimento dos empréstimos foi motivado, principalmente, pelas pessoas jurídicas.

O BB interrompeu a trajetória de alta dos seus calotes ao divulgar índice de inadimplência (que considera atrasos acima de 90 dias) de 3,94% ao final de setembro, com uma melhora de 0,17 ponto percentual ante junho, quando estava em 4,11%. As despesas com provisões para devedores duvidosos atingiram R$ 6,257 bilhões, queda de 5,8% na comparação com o terceiro trimestre.

(Com Agência Estado)

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Última atualização por Gustavo Kahil - 09/11/2017 - 15:41

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