Inflação

BC: chance de estouro do teto da meta de inflação em 2026 é de 79%

25 jun 2026, 10:19 - atualizado em 25 jun 2026, 10:40
Banco Central, Agenda, Mercados, Economia. Brasil, Relatório Focus, Ata do Copom, IPCA, EUA, PPI, CPI
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, apurada com base no IPCA acumulado em 12 meses.

O Banco Central aumentou a sua estimativa da probabilidade de a inflação ficar acima do teto da meta, de 4,50%, em 2026, de 30% para 79%. A informação foi divulgada no Relatório de Política Monetária (RPM), publicado nesta quinta-feira. A probabilidade de o IPCA ficar abaixo do piso, de 1,50%, agora é nula, ante 2% no relatório anterior, divulgado em março.

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A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, apurada com base no IPCA acumulado em 12 meses. Se ele ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. O centro da meta continua em 3%, com uma margem de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

O alvo foi descumprido pela primeira vez em julho do ano passado, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA fechou junho com alta de 5,35% em 12 meses - acima do teto da meta, de 4,50%, pelo sexto mês consecutivo.

No mesmo dia, o Banco Central publicou uma carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informando que esperava que a inflação acumulada em 12 meses caísse abaixo do teto da meta no fim do primeiro trimestre de 2026.

A chance de a inflação de 2027 superar o teto da meta foi revista de 19% para 28%, enquanto a probabilidade de ficar abaixo do piso passou de 10% para 6%.

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Para 2028, a chance de superar o teto da meta diminuiu de 17% para 16%. A chance de ficar abaixo no período aumentou de 11% para 12%.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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