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Berkshire Hathaway sem Warren Buffett: a estratégia de Greg Abel para preservar o legado de Oráculo de Omaha

25 jun 2026, 17:02 - atualizado em 25 jun 2026, 14:44
Tela da CNBC mostra Greg Abel, CEO da Berkshire Hathaway, indicado por Warren Buffett para sucedê-lo no comando da empresa. Foto: Reprodução/CNBC

A Berkshire Hathaway passa por um período de transição. Warren Buffett deixou o cargo de diretor executivo da companhia depois de seis décadas. A posição foi assumida por Greg Abel, até então vice-presidente do conselho.

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A tarefa de assumir a liderança após Buffett é colossal. O chamado Oráculo de Omaha é considerado por muitos o melhor investidor de todos os tempos. Ele foi o responsável por transformar a Berkshire de uma companhia têxtil em falência em um conglomerado trilionário. Não é surpresa, portanto, que Greg Abel chegue com grande pressão dos acionistas.

Manter um legado

A liderança de Buffett ao lado de seu parceiro de negócios e amigo de longa data, Charlie Munger, é considerado um dos principais motivos para a Berkshire Hathaway ser o que é hoje.

No mês passado, na mais recente reunião anual da Berkshire Hathaway, realizada na sede do conglomerado em Omaha, Nebraska, quatro meses após assumir o comando da empresa, Greg Abel procurou tranquilizar os acionistas.

Ele disse que pretende liderar investindo de maneira sábia e sem os fardos da burocracia.

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A conferência que costumava atrair multidões quando Buffett e Munger presidiam a reunião apresentou um número bem mais reduzido do que o normal.

Talvez menos gente tenha prestado atenção. Mas isso não diminui a relevância da fala de Abel para os acionistas do conglomerado.

Em sua fala, o novo CEO, reconheceu o legado de seu antecessor e garantiu aos acionistas que não tem planos de fragmentar o conglomerado.

Atualmente, a Berkshire Hathaway conta com cerca de 200 empresas, incluindo a seguradora de automóveis Geico, empresas industriais e químicas, concessionárias de serviços públicos, a rede de sorveterias Dairy Queen, entre muitas outras.

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O novo líder admite que recebe a empresa com uma herança de uma operação eficiente, graças a equipe de especialistas. “Queremos que a Berkshire perdure”, afirma Abel.

Além de manter o legado, ele busca crescimento, e diz que avalia constantemente oportunidades de ampliar o portfólio atual da empresa.

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Entre a cultura da Berkhsire, Abel destaca a vontade de preservar a tradição de esperar o momento certo. “Eu acredito que um dos nossos principais pontos positivos aqui na Berkshire é ser paciente na alocação de capital”, afirmou o novo diretor executivo.

Abel admite que o conglomerado só é o que é hoje por conta desta cautela na escolha de seus investimentos. Afirma que a companhia já possui uma filosofia de investimentos definida e que planeja permanecer fiel a ela.

Filosofia de investimentos da Berkshire Hathaway

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No decorrer da conferência, Greg Abel confirmou que entre os inúmeros lemas da administração de Warren Buffett, o da paciência é definitivamente um que ele pretende manter.

De acordo com o novo CEO do conglomerado, o primeiro passo para atacar uma oportunidade do mercado é entender o investimento.

“Eu sempre começo assim, e sei que temos isso na Berkshire. A gente entende esse negócio? Compreendemos a oportunidade? E, mais importante, nós estamos cientes dos riscos?”, diz Abel

Depois de conhecer o investimento mais profundamente, é importante pensar nesse investimento a longo prazo. Abel afirma que no conglomerado eles normalmente avançam um passo além, porque investem com planos de manter esses investimentos para sempre.

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Buffett costumava dizer durante sua administração que ele gostava de manter investimentos para sempre e não entrar em nenhum sem compreender as perspectivas econômicas e os riscos.

Por fim, Abel destaca a importância de o investimento fazer sentido com a empresa: “Se chegarmos a um patamar de valor que faça sentido para a alocação do nosso capital, nós não somos ansiosos, queremos saber se a a oportunidade atende aos nossos princípios, e então agiremos com firmeza, rapidez e um aporte significativo de recursos”.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi

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Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Universidade Sapienza de Roma. É estagiária de redação na editoria de Trends do Money Times e Seu Dinheiro.
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