Apostas

Bets pressionam Fazenda contra plataformas de mercado de previsão como Polymarket e Kalshi

09 mar 2026, 16:11 - atualizado em 09 mar 2026, 16:11
Bets, Apostas, Ministério da Fazenda
Enquanto as bets precisam pagar cerca de R$ 30 milhões para operar no Brasil, essas plataformas atuam no país sem autorização específica. (Imagem: sinseehophotos/Canva)

As casas de apostas, alvo de um projeto de lei no Senado que pretende restringir quase todas as formas de publicidade do setor, passaram a pressionar o Ministério da Fazenda para que plataformas do chamado mercado de previsão (prediction markets) recebam o mesmo tratamento regulatório que as bets no Brasil.

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Empresas como Polymarket e Kalshi permitem que usuários negociem contratos baseados na probabilidade de eventos futuros — desde indicadores econômicos até acontecimentos políticos, culturais ou esportivos.

Na Polymarket, por exemplo, participantes podem apostar em questões como qual será o preço do petróleo no fim de março, quando poderia ocorrer um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, quem vencerá o Oscar ou qual país levará a Copa do Mundo de 2026.

Para as casas de apostas, esse tipo de contrato funciona, na prática, como uma aposta. O argumento é que, enquanto as bets precisam pagar cerca de R$ 30 milhões por uma licença para operar no Brasil, plataformas de mercado de previsão atuam no país sem autorização específica.

Por isso, o setor pede que Polymarket e Kalshi sejam consideradas ilegais no Brasil e tenham o acesso bloqueado, já que não possuem sede local nem autorização do governo.

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A Kalshi, fundada pela brasileira Luana Lopes, opera nos Estados Unidos sob supervisão da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), o órgão que regula o mercado de derivativos no país. Já a Polymarket funciona offshore e utiliza criptomoedas para a negociação de contratos.

No Brasil, ambas operam em uma zona cinzenta regulatória, já que ainda não existe legislação específica para mercados de previsão.

Em outros países, esse tipo de plataforma enfrenta restrições ou proibições. Mercados de previsão são bloqueados em nações como Austrália, Bélgica, Polônia, Singapura e Tailândia, além de sofrerem limitações em lugares como França, Itália e Rússia.

Apesar das incertezas regulatórias, o mercado de previsão segue avançando. Nesta segunda-feira (9), a Kalshi anunciou uma parceria com a XP Investimentos para oferecer contratos de “sim ou não” ligados a eventos da economia brasileira, como decisões sobre juros e inflação.

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Os contratos estarão disponíveis para investidores norte-americanos da plataforma e para parte dos clientes da XP no Brasil.

Segundo informações do Valor Econômico, a B3, bolsa de valores brasileira, também avalia entrar no mercado de previsão.

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