Empresas

Raízen (RAIZ4): BNDES está empenhado em encontrar uma boa solução diz Mercadante

17 mar 2026, 17:12 - atualizado em 17 mar 2026, 17:12
Aloizio Mercadante raízen
(Imagem: Reprodução/Agência Brasil)

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que o banco acompanha as discussões envolvendo a Raízen (RAIZ4) – que entrou em recuperação extrajudicial na semana passada – e trabalha para a construção de uma alternativa adequada para a companhia. O BNDES, porém, não integra o processo porque tem garantia firme nas operações de crédito com a empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os comentários foram feitos durante entrevista coletiva para comentar os resultados do banco no quarto trimestre e do ano de 2025, nesta terça-feira (17).

“O BNDES está empenhado em encontrar uma boa solução para a Raízen”, disse ele, destacando que a empresa tem uma rede de aproximadamente 8.000 postos. “Nós estamos nos dedicando muito, conversando com os credores, com a Shell, com o grupo Cosan (CSAN3), com todos os parceiros do sistema financeiro.”

A Raízen é uma joint venture controlada em conjunto pela Cosan e pela Shell. Em novembro de 2025, o BNDES comprou cerca de 2% de participação na empresa por R$ 409 milhões. No início do ano passado, o banco aprovou um financiamento de R$ 1 bilhão para construir uma nova usina de etanol.

“Nós temos todo o interesse que essa empresa se recupere, porque tem resultados muito sólidos, tem ativos muito importantes e tem um peso muito grande no setor de biocombustível”, ressaltou o presidente do BNDES. “Nós acreditamos que essa recuperação é possível e estamos trabalhando nessa direção, mesmo não estando na recuperação extrajudicial, e ajudando a encontrar uma boa solução para a empresa.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao tratar do contexto setorial, Mercadante avaliou que os conflitos geopolíticos podem influenciar a dinâmica do etanol, produto no qual a Raízen tem presença relevante. O aumento nos preços do petróleo, devido à guerra do Irã, vai favorecer etanol, que não sofreu reajustes, lembrou.

Ainda no tema da transição energética, Mercadante defendeu os biocombustíveis. “A rota tecnológica do Brasil é o carro híbrido; energia renovável é mais descarbonizante que carro elétrico”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar