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Boa Safra (SOJA3): CEO não descarta ‘grande negócio’ e quer estar pronto para quando a ‘pista secar’

01 abr 2026, 16:45 - atualizado em 01 abr 2026, 16:46
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(Foto: Divulgação)

“Estamos armados e prontos para um grande negócio.” A frase do CEO da Boa Safra (SOJA3), Marino Colpo, resume o momento da companhia: cautela no curto prazo, mas pronta para acelerar quando o cenário melhorar.

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Segundo o executivo, o setor ainda enfrenta uma espécie de “pista molhada”, o que exige disciplina operacional. A estratégia, porém, é clara: ajustar a empresa agora para ganhar velocidade quando o ciclo virar — inclusive aproveitando oportunidades de fusões e aquisições (M&A).

Após anos de crescimento acelerado, a Boa Safra entra em uma fase de transição. A companhia quadruplicou de tamanho em cinco anos, com receita saltando de R$ 600 milhões para R$ 2,6 bilhões, mas viu a rentabilidade ficar pressionada. Em 2025, o lucro caiu quase 40%, enquanto as margens recuaram.

“Crescemos muito, mas o resultado não veio”, afirmou Colpo.

Freio estratégico e ajuste de rota

A expansão rápida trouxe perdas de eficiência, especialmente em novas plantas e na logística. Além disso, a crise no agro levou produtores a priorizarem custo, reduzindo o nível tecnológico das sementes e pressionando margens.

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Para corrigir a rota, a empresa lançou o “Projeto Eficiência”, com foco em corte de custos, simplificação do portfólio, ajustes industriais e diversificação de culturas, com avanço em milho, sorgo e forrageiras.

A ideia é recuperar rentabilidade sem abandonar o crescimento — ainda que em ritmo mais moderado.

Caixa forte e oportunidade no setor

Com cerca de R$ 1 bilhão em caixa e dívida alongada, a Boa Safra se vê em posição privilegiada em um setor pressionado por crédito caro. Para o CEO, esse cenário pode abrir uma janela rara para aquisições.

A companhia já avalia oportunidades, mas mantém disciplina, especialmente diante de valuations considerados elevados em operações recentes.

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Entre cautela e aposta no longo prazo

Apesar da estratégia, as ações acumulam queda relevante no ano, refletindo uma visão mais cautelosa do mercado.

Colpo, porém, minimiza o movimento e reforça a tese de longo prazo, baseada na diversificação e na expansão da base de clientes.

“Quando a pista secar, queremos acelerar mais rápido que os concorrentes”, disse.

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