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BofA eleva recomendação da Vale (VALE3) para compra

02 abr 2026, 11:38 - atualizado em 02 abr 2026, 11:38
Vale VALE3
(Imagem: Reuters)

O Bank of America (BofA) elevou a recomendação da Vale (VALE3) para compra e passou a ver uma oportunidade nas ações após a queda recente dos papéis.

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O banco passou a recomendar compra (buy) para a companhia, com preço-alvo de US$ 19 por ação (R$ 100) — o que implica potencial de valorização de cerca de 20,5% frente aos níveis atuais. Desde fevereiro, os papéis da mineradora acumulam queda de cerca de 7%.

Segundo os analistas, liderados por Caio Ribeiro, o movimento recente abriu uma assimetria clara: enquanto as ações da Vale recuaram cerca de 6,6% desde o início do conflito no Oriente Médio, o minério de ferro subiu aproximadamente 8% no mesmo período.

“A correção das ações, combinada com a alta do minério, cria uma oportunidade”, escreveram os analistas.

O BofA também revisou levemente para cima suas estimativas de resultados, projetando lucro por ação (EPS) de US$ 1,73 em 2026, com crescimento relevante frente a 2025, além de geração robusta de caixa.

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“Com o minério ao redor de US$ 103 por tonelada, vemos um yield de fluxo de caixa livre próximo de 10%, o que é atrativo”, destaca o relatório.

O banco sustenta que a tese de investimento na Vale segue ancorada em três pilares principais: preços elevados do minério, execução operacional consistente e resiliência frente ao cenário geopolítico.

“A história de execução operacional segue intacta, e a empresa está bem posicionada para lidar com os impactos do conflito com o Irã”, afirmam.

Outro ponto destacado pelo BofA é que a Vale estaria melhor posicionada que concorrentes para lidar com os efeitos do cenário externo, especialmente no que diz respeito a custos logísticos e combustíveis.

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“A Vale parece mais protegida, com contratos de frete de longo prazo e menor exposição à volatilidade do diesel em comparação a pares australianos”, diz o banco.

No lado operacional, o banco enxerga cinco forças principais na tese da companhia. “Nossa visão construtiva se baseia em cinco pilares: flexibilidade do portfólio, crescimento em minério e cobre, disciplina de custos e capex, forte geração de caixa e avanço no de-risking”, escreveram os analistas.

A expectativa é que a companhia amplie sua produção de minério para cerca de 360 milhões de toneladas até 2030, além de dobrar a produção de cobre até 2035, reforçando a diversificação do portfólio.

Na avaliação do banco, a redução de passivos ligados a desastres passados, como o de Brumadinho e Mariana, e o avanço em questões ESG também podem destravar valor adicional ao longo dos próximos anos.

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Por fim, o BofA destaca que a Vale ainda negocia com desconto relevante frente a concorrentes globais, apesar de apresentar melhor geração de caixa — um desalinhamento que pode atrair fluxo para o papel.

“Vemos espaço para entrada de fluxo, mas a companhia precisa continuar entregando operacionalmente e avançando na agenda ESG”, conclui o banco.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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