Bolsa renova máxima histórica com expectativa de queda dos juros; Veja os destaques desta terça (3) no Giro do Mercado
Na manhã desta terça-feira (3), o Ibovespa (IBOV) esteve em alta e renovava recorde histórico, aos 187 mil pontos, após Banco Central confirmar um corte na Selic.
No Giro do Mercado de hoje, a jornalista Paula Comassetto recebe Leonardo Santana, especialista da Top Gain, para comentar os principais acontecimentos que mexem com o mundo dos investimentos hoje.
Hoje, o Banco Central divulgou a ata do Copom com as perspectivas para o ciclo de juros neste ano. No documento, a autarquia sinalizou uma flexibilização da taxa Selic em março, porém reiterou que a política monetária deve seguir restritiva.
De acordo com o Copom, “a magnitude e a duração do ciclo de distensão monetária serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises, permitindo uma avaliação mais precisa”.
De acordo com Santana, a ata fortaleceu a expectativa de corte de juros em março, mas ainda demonstra uma postura de cautela do comitê. “Na minha opinião, ela trouxe uma expectativa de corte, mas de apenas 0,25% inicialmente”, afirmou.
O especialista ainda completou dizendo que “nós começamos o ciclo de corte em março, o que é amplamente esperado pelo mercado há muito tempo, então está sendo amplamente comemorado. Na minha opinião, a comemoração não deveria ser tão grande, porque esperávamos um corte um pouco maior, de 0,5% ou 0,75%, mas o mercado respondeu com mais uma máxima histórica para a bolsa brasileira”.
Em um dia tão positivo para o Ibovespa, apenas quatro ações estavam no negativo esta manhã: Cogna (COGN3), Yduqs (YDUQ3), Rede D’Or (RDOR3) e Embraer (EMBJ3).
Ainda no cenário doméstico, os investidores analisam as indicações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao presidente Lula sobre os novos diretores do BC. Entre os dois nomes sugeridos por Haddad, estão Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti.
No mercado de metais, os preços do ouro voltaram a disparar hoje. As cotações haviam recuado com a indicação de Kevin Warsh como próximo presidente do Fed, dada sua postura mais ortodoxa.
Nos Estados Unidos, as divulgações do Jolts e do Payroll, com dados de emprego, foram adiadas. Além disso, o financiamento para o Pentágono, o Departamento de Transportes e diversas outras agências expirou no sábado, devido a uma disputa sobre a aplicação das leis de imigração que dificultou os esforços para aprovar uma legislação orçamentária.
Até o momento, os transtornos foram mínimos, já que os trabalhadores considerados “essenciais”, como militares e controladores de tráfego aéreo, permaneceram em seus postos.
Desde 1977, o governo americano sofreu 10 paralisações orçamentárias de três dias ou menos, a maioria das quais teve pouco impacto prático, segundo o Serviço de Pesquisa do Congresso. Diferentemente da última paralisação, que durou um recorde de 43 dias entre outubro e novembro de 2025, espera-se que esta seja breve.