Política

Bolsonaro comparece à posse de Milei na Argentina e Lula não; entenda

10 dez 2023, 17:19 - atualizado em 10 dez 2023, 17:19
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Jair Bolsonaro marca presença na posse de Milei; Lula é convidado, mas não vai (Imagem: Montagem/Reuters/Adriano Machado/Reprodução)

Javier Milei toma posse da presidência da Argentina neste domingo (10). A cerimônia, que contou com o primeiro discurso do novo presidente nas escadarias do Congresso, está prevista para durar até a noite.

Entre os convidados brasileiros, o destaque ficou para o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, que chegou a se encontrar com Milei na semana passada.

Bolsonaro foi um dos apoiadores de Milei durante a campanha do líder argentino nas eleições para a presidência do país vizinho neste ano.

Candidato do partido de extrema-direita La Libertad Avanza, Milei, eleito com 55,77% dos votos, ante os 44,22% do seu adversário peronista Sergio Massa, com 96,34% dos votos apurados, colecionou polêmicas ao longo de sua campanha.

Milei foi enfático ao defender temas como privatizações de empresas públicas, legalização do porte de armas, dolarização da Argentina e até o fechamento do Banco Central do país.

Hoje mais cedo, em sua conta no X (ex-Twitter), Bolsonaro publicou uma foto marcando presença na posse do líder argentino ao lado de Tarcísio Gomes de Freitas, governador do Estado de São Paulo, Jorginho Mello, governador do Estado de Santa Catarina, e Claudio Castro, governador do Estado do Rio de Janeiro.

Bolsonaro foi recebido na posse com honras de chefe de Estado. Em junho, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou o ex-presidente brasileiro inelegível por oito anos, contados a partir das eleições de 2022, por reconhecimento de prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores estrangeiros no dia 18 de julho do ano passado.

Lula foi convidado, mas não comparece

Milei chegou a convidar o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, à cerimônia de posse. No entanto, o petista acabou enviando em seu lugar o chanceler Mauro Vieira.

Ao longo de sua campanha eleitoral, Milei descarregou críticas sobre Lula, referindo-se a ele como “comunista raivoso” e “corrupto”.

A vitória de Milei abriu caminho para discussões envolvendo o futuro das relações entre Brasil e Argentina, visto que os dois países são parceiros comerciais. Para o Brasil, os argentinos exportam veículos, autopeças, petróleo e derivados, além de trigo e centeio. No acumulado de janeiro a outubro, o comércio bilateral já rendeu ao país vizinho US$ 10,1 bilhões.

O desejo de Milei de romper com o Mercosul, a China, o Brasil e outros países levantou preocupações de empresários.

Diante da crise que assola a Argentina e leva a inflação local a níveis que se aproximam dos 150%, representantes de associações ligados a produtos manufaturados apontaram queda nas exportações este ano, com expectativa de piora no cenário nos próximos meses.

No curto prazo, o anúncio de medidas para impedir a saída de dólares do país pode dificultar ainda mais o comércio brasileiro com a Argentina, explicaram.

*Com Juliana Américo e Renan Dantas.

Editora-assistente
Formada em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua como editora-assistente do Money Times há pouco mais de três anos cobrindo ações, finanças e investimentos. Antes do Money Times, era colaboradora na revista de Arquitetura, Urbanismo, Construção e Design de interiores Casa & Mercado.
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Formada em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua como editora-assistente do Money Times há pouco mais de três anos cobrindo ações, finanças e investimentos. Antes do Money Times, era colaboradora na revista de Arquitetura, Urbanismo, Construção e Design de interiores Casa & Mercado.
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