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Bolsonaro defende a política em lançamento de novo partido

21/11/2019 - 15:05
Presidente Jair Bolsonaro discursa após lançamento de seu novo partido, Aliança pelo Brasil
“Tudo passa pela política, não adianta reclamar do Parlamento, do presidente da República, do Poder Judiciário, tudo aqui é política”, disse Bolsonaro (Imagem: REUTERS/Ueslei Marcelino)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que seu novo partido, Aliança pelo Brasil, é a oportunidade de unir “todos os brasileiros de bem” pelo futuro do país, e defendeu que a solução para os problemas do país passa pela política.

Num momento em que alguns de seus apoiadores atacam o Supremo Tribunal Federal (STF) e mesmo parlamentares, Bolsonaro também defendeu as instituições e o diálogo entre os Poderes.

“Tudo passa pela política, não adianta reclamar do Parlamento, do presidente da República, do Poder Judiciário, tudo aqui é política”, disse Bolsonaro em seu discurso, acrescentando que conversa com parlamentares e presidentes do Poderes com “cordialidade”.

“Nós temos que trabalhar para que essas instituições, cada vez mais, sejam aperfeiçoadas”, acrescentou. “Vamos fazer críticas, mas críticas moderadas”, afirmou o presidente, eleito sob uma bandeira contra o que chamou de “velha política”.

Em discurso na primeira convenção nacional do partido que busca criar, o presidente da República afirmou, sem citar nominalmente a sigla pela qual se elegeu, o PSL, que no início a união foi “maravilhosa”, mas começou a dar “problemas”.

A falta de transparência das contas do PSL foi uma das justificativas para o presidente anunciar sua saída da sigla, mas nos bastidores uma das explicações dadas para esse movimento foi a tentativa de Bolsonaro de obter o controle do partido e, assim, dos recursos dos fundos partidário e eleitoral.

A ala bolsonarista do PSL que pretende acompanhá-lo na nova sigla alega sofrer perseguição e represálias, o que poderia embasar uma argumentação pela manutenção de seus mandatos caso migrem. O PSL abriu procedimento disciplinar contra 19 deles no Conselho de Ética.

No discurso desta quinta-feira, o presidente disse que haverá uma “seleção” de pessoas para comandar o novo partido nos Estados e afirmou que não haverá espaço para quem queira “negociar legenda”.

Bolsonaro aproveitou também para repetir que pela primeira vez um presidente cumpre as promessas de campanha e que montou um ministério com compromisso com o país, que está rendendo resultados.

Na campanha eleitoral, Bolsonaro prometia evitar as indicações políticas para cargos. Nesta quinta-feira, admitiu ter recebido sugestões de nomes ao montar seu gabinete, mas disse ter avaliado os currículos dos indicados.

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Última atualização por Bruno Andrade - 21/11/2019 - 15:09