Fundos Imobiliários

‘Bons dividendos no curto prazo’: Por que este fundo imobiliário chama atenção do BB

26 set 2026, 9:00
fundos imobiliários - istock
'Bons dividendos no curto prazo': Por que este fundo imobiliário chama atenção do BB (Imagem: iStock/ Vertigo3d)

O BB Investimentos possui perspectiva positiva para o fundo imobiliário Kinea Rendimentos (KNCR11), pois destaca que o veículo apresenta “baixo risco de crédito” e “bom histórico de gestão“.

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Em relatório, o analista do banco André Oliveira afirmou que o FII iniciou as operações em 2012 e, após 12 emissões de cotas, chegou à marca de R$ 11 bilhões em patrimônio líquido (PL).

Com isso, se consolidou como o maior fundo imobiliário da bolsa de valores brasileira (B3) em termos de PL e um dos maiores em número de cotistas, com aproximadamente 905 mil investidores.

Segundo Oliveira, em agosto de 2026, o KNCR11 detinha 83% do seu portfólio alocado em CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e 17% em caixa.

Para o analista, essa composição é “bastante interessante”, já que permite ao veículo capturar oportunidades diante da abertura da curva de juros e dos spreads.

A carteira de CRIs do KNCR11

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Dentro da carteira de crédito, o BB pontuou que o fundo reúne 94 operações, com exposição máxima de 3,9% por papel.

De acordo com a casa, praticamente todo o portfólio é indexado ao CDI, com taxa média de aquisição de CDI +2,03% e prazo médio de 3,6 anos.

O banco, inclusive, destacou que essa elevada exposição ao CDI é um ponto positivo em um cenário de Selic alta, como o atual.

Por setor, 43% da alocação da carteira do KNCR11 está concentrada em projetos de escritórios, 27% em shoppings, 14% em logística e 10% no segmento residencial – este último o mais sensível ao ciclo de juros.

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“Em relação ao risco, observamos que boa parte do portfólio é originado dentro da própria Kinea [gestora do KNCR11], o que permite melhores taxas nas aquisições de ativos para o fundo e também um acompanhamento mais próximo das operações”, afirmou o BB.

“Inclusive, 78% das operações possuem garantias e o LTV médio é de cerca de 54%. Ou seja, o valor das garantias dessas operações supera o saldo devedor”, acrescentou.

“Com esse patamar de taxa, garantias e diversificação, entendemos que o portfólio se enquadra na classificação high grade (assume menor risco). Por este motivo, a carteira segue sem qualquer evento negativo de crédito até o momento.”

Queda dos dividendos à frente

O relatório também apontou que, somada a essa qualidade de crédito, a alta dos juros dos últimos anos tem impulsionado os resultados do fundo.

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Segundo o BB, esse desempenho positivo tem se refletido na cotação do KNCR11, que atualmente negocia com um prêmio de cerca de 4% sobre o valor patrimonial, acima da média dos últimos cinco anos e em linha com o P/VP médio de dois anos.

Como contraponto, porém, o banco destacou que a expectativa de acomodação gradual dos juros até 2028 tende a reduzir os dividendos do FII ao longo do tempo, uma vez que a carteira possui elevada exposição ao CDI.

“Olhando adiante, dado a expectativa de um cenário macroeconômico bastante incerto, com o Boletim Focus do Banco Central projetando a Selic em 12% em 2027 e 10,5% somente em 2028″, afirmou o BB.

“Acreditamos que o fundo deverá sustentar bons dividendos no curto prazo, mas com uma normalização gradual à frente”, acrescentou.



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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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