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Bradesco (BBDC4), Americanas (AMER3), Azul (AZUL53) e outros destaques desta quinta-feira (26)

26 mar 2026, 9:49 - atualizado em 26 mar 2026, 9:50
Bradesco
(Imagem: Renan Dantas/Money Times)

O pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) do Bradesco (BBDC4), o pedido de encerramento de recuperação judicial da Americanas (AMER3) e o grupamento de ações da Azul (AZUL53) são alguns dos destaques corporativos desta quinta-feira (26).

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Confira os destaques corporativos de hoje

Bradesco (BBDC4) anuncia R$ 3 bilhões em juros sobre capital próprio

O Bradesco (BBDC4) aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) intermediários no valor total de R$ 3 bilhões, conforme decisão do Conselho de Administração.

Após a retenção de 17,5% de Imposto de Renda na fonte, os valores líquidos serão de R$ 0,2230 por ação ordinária e R$ 0,2453 por ação preferencial, exceto para acionistas pessoas jurídicas dispensadas da tributação.

Terão direito aos proventos os acionistas com posição acionária em 6 de abril de 2026. As ações passam a ser negociadas na condição “ex-direito” a partir de 7 de abril de 2026, disse o banco em comunicado.

O pagamento será realizado até 30 de outubro de 2026.

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Americanas (AMER3) pede fim da recuperação judicial e divulga balanço do 4T25

A Americanas (AMER3) protocolou o pedido de encerramento de sua recuperação judicial após cumprir as obrigações previstas no plano aprovado. A solicitação foi apresentada ao Juízo da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a companhia, foram cumpridas todas as obrigações com vencimento até dois anos após a homologação do Plano de Recuperação Judicial. O pedido também abrange as empresas B2W Digital Lux S.À.R.L, JSM Global S.À.R.L e ST Importações Ltda., que integram o Grupo Americanas.

A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos.

Além disso, a companhia divulgou o balanço do quarto trimestre de 2025, com prejuízo líquido de R$ 44 milhões, reduzindo resultado negativo de R$ 586 milhões sofrido no final de 2024.

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O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado ficou em R$ 276 milhões, avanço de 1,9% sobre o quarto trimestre do ano anterior. Já a receita líquida de outubro ao final de dezembro caiu 3,8% no período, para R$ 3,69 bilhões, segundo o balanço.

Acionistas da Azul aprovam grupamento de ações

A Azul (AZUL53) informou ao mercado que seus acionistas aprovaram a proposta de grupamento de ações na proporção de 150 mil para 1, sem modificação no valor do capital social da companhia.

De acordo com o fato relevante, os efeitos do grupamento terão início a partir do dia 20 de abril de 2026.

Os acionistas que possuem ações ordinárias em número que não seja múltiplo de 150.000 poderão, se quiserem, até o dia 17 de abril, ajustar as respectivas posições via mercado, mediante a composição de sua posição em lotes múltiplos de 150.000 ações.

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Conforme a B3 anunciou para a Azul, após o grupamento as negociações das ações da companhia ocorrerão sob o código AZUL3, em vez do atual AZUL53.

Gol (GOLL54) é incorporada em reorganização societária e deixará a B3

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes (GOLL54) comunicou ao mercado que todo o seu patrimônio, bem como o da Gol Investment Brasil (GIB), será incorporado pela Gol Linhas Aéreas S.A. (GLA).

A efetivação da incorporação está marcada para o dia 1º de abril. Em decorrência da operação, a companhia será extinta, deixando de ter seus valores mobiliários negociados na B3. Amanhã, 27 de março, é o último dia de negociação das ações GOLL54 e dos bônus de subscrição da companhia (GOLL80).

O capital social da Gol Linhas Aéreas será aumentado em cerca de R$ 13,93 bilhões, mediante a emissão de quase 42,117 trilhões de ações, diz o documento.

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Cada acionista receberá 1 ação ordinária da GLA para cada ação ordinária da companhia que possuir, além de 35 ações ordinárias da GLA para cada ação preferencial da companhia de sua propriedade.

Lucro líquido da Vamos (VAMO3) soma R$ 77 milhões no 4T25

A Vamos (VAMO3) registrou lucro líquido de R$ 77,7 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 52,6% ante igual intervalo de 2024. No acumulado do ano, a companhia registrou recuo de 54,7%, totalizando R$ 328,7 milhões.

De acordo com a companhia, o lucro líquido do trimestre apresentou quedas sequenciais apresentadas ao longo do ano com os sucessivos aumentos dos juros.

Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 13,2% no trimestre na mesma comparação, totalizando R$ 956,9 milhões. Em 2025, o indicador ficou em R$ 3,649 bilhões, alta anual de 10,1%.

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A receita líquida da Vamos, por sua vez, somou R$ 1,483 bilhão no quarto trimestre, um avanço de 24,3% frente ao mesmo trimestre do ano passado. No ano, a empresa totalizou R$ 5,755 bilhões, crescimento de 22,5%.

Equatorial (EQTL3) tem prejuízo de R$ 102 milhões no 4T25

A Equatorial Energia (EQTL3) registrou prejuízo líquido de R$ 102 milhões no quarto trimestre de 2025, que se compara ao lucro líquido de R$ 1,503 bilhão anotado em igual etapa de 2024.

O desempenho reflete, em grande medida, a contabilização de provisão para ajuste da recuperação de ativos (impairment), de R$ 3,547 bilhões no total, dos quais R$ 3,239 bilhões referentes à Echoenergia e R$ 309 milhões na CSA. Esse impacto foi parcialmente compensado pelo efeito de ganho de capital após a venda dos ativos de transmissão, no valor de R$ 2,2 bilhões.

O lucro líquido ajustado por sua vez ficou em R$ 802 milhões, queda de 20,7% ante o R$ 1,011 bilhão anotado um ano antes. Retirando o resultado da transmissão no quarto trimestre do exercício anterior, o lucro líquido mesmos ativos caiu 15,9%.

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Casas Bahia (BHIA3) conclui oferta de R$ 200 milhões em FIDC de risco sacado

O Grupo Casas Bahia (BHIA3) informou a conclusão da oferta pública da segunda emissão de cotas do GCB Fornecedores Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), estruturado para otimizar a operação de risco sacado da companhia. A captação totalizou R$ 200 milhões e foi encerrada em 24 de março de 2026.

O montante foi dividido entre R$ 120 milhões em cotas sênior, R$ 40 milhões em cotas subordinadas mezanino e R$ 40 milhões em cotas subordinadas júnior. Com isso, considerando a primeira e a segunda emissão, o FIDC passa a ter volume total de R$ 755 milhões, sendo R$ 448 milhões em cotas sênior, R$ 153,5 milhões em mezanino e R$ 153,5 milhões em júnior.

O fundo conta com garantia de recebíveis de cartão de crédito não performados, provenientes de vendas no e-commerce e nas lojas físicas. As cotas sênior e mezanino foram integralmente distribuídas a investidores de mercado, com vencimento em 24 meses e amortizações a partir do 19º mês. Já as cotas subordinadas júnior foram totalmente integralizadas pela companhia, de acordo com comunicado.

As cotas sênior têm remuneração alvo de CDI + 4,5% ao ano, enquanto as cotas mezanino oferecem CDI + 7,25% ao ano, acrescentou a Casas Bahia. A gestão do FIDC é realizada pela Riza Crédito Estruturado, com distribuição, administração e custódia pela Oliveira Trust.

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Ser Educacional (SEER3) aprova R$ 61,1 milhões em dividendos

A Ser Educacional (SEER3) informou que seu conselho de administração aprovou o pagamento de dividendos com base em lucros retidos do exercício social de 2025. O valor total será de R$ 61,1 milhões, equivalente a R$ 0,479 por ação.

Terão direito aos dividendos os acionistas com posição em 6 de abril de 2026. A partir de 7 de abril de 2026, as ações passarão a ser negociadas “ex-direito” aos proventos, acrescentou a companhia.

O pagamento será feito em duas parcelas iguais de R$ 30,6 milhões, correspondentes a R$ 0,239 por ação cada. A primeira parcela será paga em 30 de abril de 2026 e a segunda em 29 de maio de 2026.

A companhia destacou que o valor por ação poderá sofrer ajustes em função de eventuais alterações na quantidade de ações, como emissões ou operações com ações em tesouraria, incluindo exercícios de opções de compra.

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Equatorial propõe reduzir dividendo obrigatório para 1%

A Equatorial (EQTL3) informou que seu conselho de administração aprovou a submissão à assembleia geral de uma proposta para reduzir o dividendo obrigatório previsto no estatuto social.

Caso aprovada, a distribuição mínima passará a ser de 1% do lucro líquido ajustado do exercício, observadas as determinações legais.

De acordo com a companhia, acionistas titulares de ações ordinárias que não votarem favoravelmente à proposta — seja por voto contrário, abstenção ou ausência — terão direito de retirada, com reembolso do valor de suas ações. Para exercer esse direito, será necessário comprovar a titularidade ininterrupta desde a data da aprovação até o efetivo pagamento.

O valor do reembolso será equivalente ao menor entre: (i) o valor econômico das ações, apurado por empresa especializada, e (ii) o valor patrimonial com base nas demonstrações financeiras relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025, que ainda serão submetidas à assembleia.

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JBS (JBSS32) anuncia pagamento de dividendos e divulga balanço do 4T25

A JBS (JBSS32) aprovou o pagamento de US$ 1 por ação em dividendos, a serem pagos em 17 de junho de 2026. Terão direito aos proventos os acionistas com posição na companhia em 18 de maio de 2026.

A companhia reportou um lucro líquido de US$ 415 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), um aumento de US$ 2 milhões (0,48%) na comparação com o mesmo trimestre de 2024.

A receita líquida cresceu 15,47% no mesmo comparativo, saindo de US$ 19,974 bilhões para US$ 23,063 bilhões. No ano de 2025, a receita líquida totalizou US$ 86 bilhões no resultado de 2025, alta de 12% comparado com 2024 e um recorde histórico para companhia.

Porto (PSSA3) anuncia R$ 347 milhões em JCP

A Porto (PSSA3) anunciou a distribuição de R$ 347,3 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) referentes ao primeiro trimestre de 2026.

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O valor bruto corresponde a R$ 0,54228396511 por ação, ou R$ 0,44782532259 líquidos, já descontado o imposto de renda — exceto para investidores isentos. Os proventos serão imputados ao dividendo obrigatório do exercício de 2026.

Terão direito aos JCP os acionistas posicionados até o dia 30 de março de 2026. A partir de 31 de março, os papéis passam a ser negociados na condição ex-direitos. O crédito será realizado de forma contábil ainda em 30 de março.

A companhia destacou que o valor por ação é preliminar e pode sofrer ajustes até a data de corte, em função do programa de recompra de ações em andamento.

Já a data de pagamento ainda será definida pela administração e posteriormente submetida à aprovação na Assembleia Geral Ordinária que analisará as contas de 2026.

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*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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