Bradesco: despesa administrativa e de pessoal sobe 21%; banco anuncia 1º PDV
As despesas administrativas e de pessoal do Bradesco totalizaram R$ 9,865 bilhões no segundo trimestre, aumento de 21,0% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 8,152 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores a alta foi de 2,0%. As despesas administrativas do banco somaram R$ 4,898 bilhões de abril a junho, aumento de 0,9% em relação ao trimestre anterior, principalmente em função das maiores despesas com propaganda e publicidade.
“Cabe destacar que as despesas apresentadas durante o primeiro semestre de 2017 já apresentam os efeitos parciais da captura advinda das sinergias e ganhos de escala decorrentes da incorporação das atividades do HSBC Brasil, ocorrida em outubro de 2016, quando comparadas ao segundo semestre do ano anterior”, destaca o Bradesco, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.
As despesas operacionais do Bradesco devem encolher até 4% ou ficar estáveis no conceito pró-forma. O intervalo anterior indicava queda de 1% até aumento de 3%. No publicado, o banco espera expansão de 7% a 11% contra faixa de alta de 10% a 14%. O Bradesco fechou junho com 60,673 mil pontos de atendimento em junho, redução de 256 unidades em relação a março. Em um ano, foram eliminados mais de mil pontos.
A rede de agências contava com 5,068 mil unidades ao final de junho, 54 a menos que em março. Em 12 meses, há a adição de 585 agências por conta da integração da rede do HSBC. O número de funcionários do Bradesco chegou a 105,143 mil no segundo trimestre, 1,501 mil a menos que em março. Em um ano, porém, foram adicionados 15,719 mil trabalhadores também por conta do HSBC.
Neste mês, o Bradesco anunciou o primeiro programa de demissão voluntária (PDV) de sua história, motivado pela compra do banco inglês. O banco espera que a adesão à iniciativa alcance, ao menos, 5 mil colaboradores, de acordo com fontes ouvidas pelo Broadcast, podendo chegar a 10 mil funcionários, em uma estimativa mais otimista. O programa começou dia 17 de julho e vai até 31 de agosto.
Prestação de serviços
As receitas de prestação de serviços do Bradesco somaram R$ 7,496 bilhões de abril a junho, aumento de 13,2% ante um ano, de R$ 6,624 bilhões, e de 0,9% sobre os três meses anteriores. Apesar disso, o banco revisou seus guidances para este ano. A receita com prestação de serviços da instituição deve crescer de 2% a 6% neste ano contra alta prevista de 7% a 11% no pró-forma, que considera os resultados do HSBC. Já no publicado, deve aumentar de 8% a 12% e não mais de 12% a 16%.
O Bradesco explica que o impulso para as receitas de prestação de serviços em relação ao primeiro trimestre é motivado por maiores ganhos com conta corrente, operações de crédito e cartões; compensado, parcialmente, pela menor atividade do mercado de capitais no período, que afetou o desempenho das receitas de underwriting e menor quantidade de dias úteis.
As receitas de serviços de conta corrente do Bradesco somaram R$ 1,651 bilhão no segundo trimestre, aumento de 3,1% ante o primeiro. Ganhos com cartões cresceram 0,5% na mesma base de comparação, e com operações de crédito foram 5,9% maiores. Na contramão, a receita com administração de fundos encolheu 1,5% de abril a junho em relação aos três meses anteriores e a obtida com assessoria financeira foi 14,4% menor.
(Por Aline Bronzati)