Bradsaúde pode chegar à bolsa valendo R$ 38 bilhões, vê BTG — e não é só o Bradesco (BBDC4) que ganha; veja
O BTG Pactual acaba de divulgar sua primeira análise da Bradsaúde, conglomerado criado pelo Bradesco (BBDC4), e traz com avaliações positivas. Na visão do analista Samuel Alves, o principal destaque é o crescimento que a empresa pode ter no setor.
Além da receita de R$ 52 bilhões e lucro líquido de R$ 3,6 bilhões, o texto ressalta a capitalização de mercado estimada em R$ 38 bilhões, com negociações em torno de 10x a relação preço/lucro.
Alves também traz o free float de 9% como uma das vantagens: “enxergamos maior flexibilidade para acessar o mercado de capitais e financiar crescimento adicional ao longo do tempo. O movimento destrava muitas oportunidades”.
Ele resume o contexto da nova empresa como “valuation barato e muito crescimento potencial” e, diante disso, se colocaria como comprador já na abertura.
De olho também em outros nomes do setor, o analista aponta que o movimento ainda pode ser positivo para a Rede D’Or (RDOR3), que terá maior flexibilidade para organizar investimentos e poderá ter iniciativas feitas em conjunto com o novo grupo.
Alves também vê a notícia como interessante para a Fluery (FLRY3): “um controlador potencialmente com mais dinheiro para investimento e pensando em mais expansão no setor de saúde também pode criar novas oportunidades”.
O Bradesco divulgou fato relevante nesta sexta-feira (27) onde informa a criação da Bradsaúde, conglomerado que reúne os ativos de saúde do grupo. O movimento surge a partir de uma reorganização societária com a Odontoprev (ODPV3), empresa que tem controle indireto do banco.
As ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) subiam 2,18% na sequência dessa divulgação e eram as únicas altas no setor bancário.