Bradsaúde (SAUD3): Dividendos chamam atenção e Citi eleva preço-alvo; veja potencial
O Citi atualizou o modelo para a tese antes dos resultados do terceiro trimestre de 2026, elevando o preço-alvo da Bradsaúde (SAUD3) de R$ 19 para R$ 20, o que implica um potencial de alta de aproximadamente 27,3% para a ação. A recomendação de compra está mantida.
Os analistas do banco reconhecem que o perfil de baixo beta e posição de caixa líquido da companhia não a colocam naturalmente entre os principais veículos para capturar o sentimento de maior apetite a risco no Brasil. Apesar disso, continuam confiantes nas perspectivas de crescimento do lucro por ação (EPS), estimado em 19% entre 2026 e 2027.
Somado a um retorno com dividendos na faixa de um dígito alto, os analistas avaliam que esse contexto deve sustentar retornos atrativos.
“Além disso, o crescente pipeline de novos hospitais permanece como uma importante opcionalidade, oferecendo uma forma menos onerosa de capturar nossa tese de crescimento da Atlântica D’Or”, diz o Citi.
Além disso, negociando a 8,9 vezes o lucro estimado para 2027 (ou 6,8 vezes considerando apenas o negócio de planos de saúde), a avaliação oferece uma margem de segurança, tornando as ações SAUD3 um contrapeso atrativo em carteiras à medida que investidores aumentam exposição a ativos de maior beta.
O que esperar do 3T26 da Bradsaúde
O Citi espera um terceiro trimestre misto para a Bradsaúde, com tendências operacionais pressionadas por uma maior sinistralidade. A estimativa do banco aponta para um MLR caixa 150 pontos-base acima na comparação anual, ou 270 pontos-base maior sob o critério “ANS GAAP”, impactado pela aceleração do IBRN.
Ainda assim, comparações mais favoráveis no quarto trimestre devem manter a sinistralidade projetada para o ano de 2026 relativamente estável em relação ao ano anterior.
Além disso, as despesas comerciais devem continuar em forte trajetória de alta, com expectativa de 18% na comparação anual, sustentando a manutenção da força comercial da companhia. O Citi espera adição líquida de 55 mil beneficiários.
“Por fim, os resultados financeiros devem ser impactados por ajustes de marcação a mercado (mark-to-market) em títulos indexados ao IPCA, que naturalmente tendem a oscilar entre trimestres”, diz o banco.
No geral, o Citi projeta lucro líquido contábil de R$ 1,024 bilhão, alta de 9% na comparação anual, beneficiado por uma alíquota efetiva de impostos menor e pela normalização das despesas extraordinárias relacionadas ao processo de IPO reverso registradas no segundo trimestre deste ano.
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