Brasil sai na frente com nova tarifa de 15% dos EUA
A novela das tarifas de Donald Trump voltou ao radar e, nesta temporada, o Brasil pode sair na vantagem.
Após a Suprema Corte dos Estados Unidos declarar ilegais grande parte das tarifas impostas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), Trump anunciou um novo regime global de tarifas.
Inicialmente fixadas em 10%, as taxas foram elevadas para 15% no sábado (21) e entrarão em vigor na terça-feira (24), com validade de 150 dias, sujeitas à autorização do Congresso.
A mudança deve afetar principalmente os aliados históricos dos EUA, como Reino Unido, União Europeia e Japão, enquanto beneficia países antes mais penalizados, incluindo Brasil, China, México e Canadá.
Um estudo da organização Global Trade Alert mostra que o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais, seguido pela China, com redução de 7,1 pontos.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que, embora a nova medida limite a flexibilidade da antiga IEEPA, investigações sobre práticas comerciais desleais continuarão, permitindo a imposição de tarifas adicionais. Ele justificou o aumento da taxa de 10% para 15% como necessário diante da urgência da situação e afirmou que os acordos já firmados com outros países permanecem válidos.
Sob o novo regime, fabricantes asiáticos do Vietnã, Tailândia e Malásia também devem se beneficiar, especialmente setores de vestuário, móveis, brinquedos e plásticos.
Por outro lado, o Reino Unido será o mais prejudicado, com aumento de 2,1 pontos percentuais na tarifa média, seguido por Itália e França, afetadas pela revisão de cerca de 1.100 categorias de produtos isentos.
Apesar das mudanças, o futuro do regime tarifário norte-americano segue incerto. A administração sinalizou que pretende aplicar medidas adicionais específicas por meio da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, iniciando novas investigações contra países como Brasil e China.