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Braskem (BRKM5) não descarta recorrer à Justiça para proteção contra credores

03 abr 2026, 12:24 - atualizado em 03 abr 2026, 12:24
Braskem
(Imagem: Divulgação/Braskem)

A Braskem (BRKM5) informou que não descarta eventuais medidas de proteção contra credores, em resposta à notícia da Bloomberg divulgada na última quarta-feira (1º).

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Em comunicado ao mercado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de ontem (2), a petroquímica reafirmou que contratou, em setembro do ano passado, assessores financeiro e jurífico especializados para auxiliar a companhia na elaboração de um diagnóstico abrangente de alternativas econômico-financeiras para otimizar sua estratura de capital.

Segundo a empresa, o “diagnóstico” ainda está em curso. “No curso dos trabalhos relativos a tal diagnóstico, a companhia e seus assessores consideram diferentes alternativas, incluindo eventuais medidas de proteção contra credores“, disse a Braskem no comunicado.

A petroquímica, porém, afirmou que ainda não há qualquer decisão sobre alternativas a serem implementadas.

Também na quinta-feira (2), o jornalista Lauro Jardim, d’O Globo, noticiou que a decisão sobre o futuro da Braskem –– se entra na Justiça com um pedido de recuperação extrajudicial (RE) ou um pedido de tutela cautelar –– será tomada nos próximos 30 dias.

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Contudo, segundo Jardim, o mais provável é um pedido de RE negociada com credores.

Recuperação judicial no radar

A Bloomberg informou que a Braskem avalia recorrer à Justiça brasileira para buscar proteção contra credores, como uma recuperação extrajudicial, em meio à deterioração recente de sua situação financeira, na última quarta-feira.

De acordo com a agência, a companhia considera a adoção de uma medida cautelar, mecanismo que oferece proteção temporária contra cobranças, e não descarta, em último caso, um processo de falência. As discussões ainda estão em estágio preliminar e nenhuma decisão final foi tomada, podendo haver mudanças no plano.

Além disso, o cenário é agravado pela indefinição envolvendo a possível entrada do fundo IG4 Capital no controle da companhia. A operação ainda depende de aprovação de autoridades antitruste europeias e, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, dificilmente será concluída antes de maio.

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Braskem enfrenta dificuldades

O desempenho operacional da Braskem tem sido impactado por um cenário global desfavorável ao setor petroquímico, marcado por margens mais apertadas e menor demanda em mercados estratégicos.

Além disso, a situação é agravada por questões internas, como os desdobramentos do desastre ambiental em Maceió, relacionado à exploração de sal-gema, que continuam gerando custos e incertezas jurídicas.

No resultado do quarto trimestre de 2025, a empresa registrou prejuízo de R$ 10,3 bilhões, mais que o dobro do observado no ano anterior, pressionando sua capacidade de honrar compromissos financeiros e elevando a necessidade de preservar liquidez.

O balanço foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG, embora os auditores tenham registrado “incerteza relevante relacionada à continuidade operacional da companhia”.

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Eles destacaram que a controladora apresentou prejuízo de R$ 9,880 bilhões e o consolidado, R$ 10,961 bilhões, com passivo circulante superior ao ativo em R$ 3,090 bilhões na controladora e R$ 9,770 bilhões no consolidado, e patrimônio líquido negativo de R$ 16,147 milhões e R$ 16,502 milhões, respectivamente.

Segundo a empresa, o desempenho do trimestre foi impactado pelas incertezas externas, incluindo conflitos geopolíticos e guerra tarifária, que, combinadas à sazonalidade, pressionaram os spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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