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Braskem (BRKM5) pode recorrer à justiça para proteção contra credores e não descarta falência, diz agência

01 abr 2026, 10:51 - atualizado em 01 abr 2026, 10:51
Braskem
(Imagem: Divulgação/Braskem)

A Braskem (BRKM5) avalia recorrer à Justiça brasileira para buscar proteção contra credores, como uma recuperação jucial, em meio à deterioração recente de sua situação financeira, segundo informações da Bloomberg.

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De acordo com a agência, a companhia considera a adoção de uma medida cautelar, mecanismo que oferece proteção temporária contra cobranças, e não descarta, em último caso, um processo de falência. As discussões ainda estão em estágio preliminar e nenhuma decisão final foi tomada, podendo haver mudanças no plano.

Além disso, o cenário é agravado pela indefinição envolvendo a possível entrada do fundo IG4 Capital no controle da companhia. A operação ainda depende de aprovação de autoridades antitruste europeias e, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, dificilmente será concluída antes de maio.

Braskem enfrenta dificuldades

O desempenho operacional da Braskem tem sido impactado por um cenário global desfavorável ao setor petroquímico, marcado por margens mais apertadas e menor demanda em mercados estratégicos.

Além disso, a situação é agravada por questões internas, como os desdobramentos do desastre ambiental em Maceió, relacionado à exploração de sal-gema, que continuam gerando custos e incertezas jurídicas.

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No resultado do quarto trimestre de 2025, a empresa registrou prejuízo de R$ 10,3 bilhões, mais que o dobro do observado no ano anterior, pressionando sua capacidade de honrar compromissos financeiros e elevando a necessidade de preservar liquidez.

O balanço foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG, embora os auditores tenham registrado “incerteza relevante relacionada à continuidade operacional da companhia”.

Eles destacaram que a controladora apresentou prejuízo de R$ 9,880 bilhões e o consolidado, R$ 10,961 bilhões, com passivo circulante superior ao ativo em R$ 3,090 bilhões na controladora e R$ 9,770 bilhões no consolidado, e patrimônio líquido negativo de R$ 16,147 milhões e R$ 16,502 milhões, respectivamente.

Segundo a empresa, o desempenho do trimestre foi impactado pelas incertezas externas, incluindo conflitos geopolíticos e guerra tarifária, que, combinadas à sazonalidade, pressionaram os spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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