Brava Energia (BRAV3) anuncia perfuração em quatro novos poços; ação dispara mais de 5% e lidera ganhos do Ibovespa
A Brava Energia (BRAV3) anunciou nesta segunda-feira (30) o início da campanha de perfuração de quatro novos poços, sendo dois em Papa-Terra, na Bacia de Campos (RJ), e outros dois no Campo de Atlanta, na Bacia de Santos (RJ).
Segundo a companhia, as atividades serão desenvolvidas por meio da sonda submersível de perfuração em águas ultraprofundas Lone Star, operada pela Constellation, e a previsão é de que sejam concluídas no primeiro trimestre de 2027.
Na esteira do anúncio e da alta do petróleo, com o Brent para junho próximo dos US$ 108 o barril, a BRAV3 lidera a ponta positiva do Ibovespa (IBOV). Por volta das 11h14 (horário de Brasília), a ação subia 5,73%, a R$ 20,68.
Cronograma das perfurações
A Brava informou que, de março a setembro de 2026, serão perfurados os dois poços em Papa-Terra. Posteriormente, os poços serão conectados com o primeiro óleo previsto para o quarto trimestre de 2026.
Já em outubro, será realizada a transferência da sonda para a perfuração dos dois poços de Atlanta, com a conexão deles e o primeiro óleo previstos para o segundo trimestre de 2027.
Segundo a BRAV3, o planejamento inclui capex otimizado para a campanha integrada dos campos, sendo 65% para Atlanta e 35% para Papa-Terra. Para a execução dessas atividades, a Brava contará com os fornecedores McDermott, SLB, Baker Hughes, OneSubsea e Prysmian.
“Com a implementação desses novos poços, avançaremos na captura de valor dos nossos ativos aumentando a produção, maximizando a eficiência da infraestrutura existente e reduzindo o custo por barril, o que reforça a resiliência e a competitividade do nosso portfólio”, afirma o diretor de operações offshore da Brava Energia, Carlos Travassos.
O campo de Papa-Terra é um ativo de petróleo pesado localizado na Bacia de Campos (bloco BC-20), a cerca de 110 km da costa do Rio de Janeiro e 1.200 metros de lâmina d’água.
Já o campo de Atlanta encontra-se em uma lâmina d’água de 1.500 metros e é operado pela Brava com 80% de participação, em parceria com a Westlawn Americas Offshore, que detém os 20% restantes do ativo, através do FPSO Atlanta.