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BRB (BSLI3) propõe aumento de capital para captar até R$ 8,86 bilhões para reforçar o caixa; entenda

10 mar 2026, 8:26 - atualizado em 10 mar 2026, 8:26
BRB
(Imagem: Agência Brasília)

O Banco de Brasília (BSLI3), ou BRB, propôs um aumento de capital aos seus acionistas, que deve passar por deliberação em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em 18 de março, mostra documento divulgado ao mercado na noite de segunda-feira (9).

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A proposta prevê um aporte de até R$ 8,86 bilhões, mediante a venda de até 1,68 bilhão de ações ordinárias da companhia, ao preço de R$ 5,29 cada uma.  O BRB prevê uma subscrição mínima de 100 milhões de ações, o que deve movimentar, no mínimo, R$ 529 milhões.

O montante representa um prêmio de 12,8% ante o preço de fechamento de R$ 4,69 no último pregão.

De acordo com a instituição, que está nos holofotes do mercado em meio ao caso do Banco Master, o aumento de capital proposto tem quatro objetivos: reforçar a estrutura de capital da companhia; fortalecer os indicadores prudenciais e patrimoniais do BRB; assegurar níveis adequados de capitalização e de índice de Basileia; e ampliar a capacidade de crescimento das operações.

“O aumento resultará na elevação do patrimônio líquido e do patrimônio de referência da companhia, contribuindo para o fortalecimento dos índices de capitalização regulamentares”, disse o BRB.

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O banco acrescenta ainda que a medida reduzirá o grau de alavancagem do conglomerado prudencial, ampliará a capacidade de absorver possíveis perdas esperadas e inesperadas e favorecerá a manutenção do enquadramento prudencial, com reforço para a solidez patrimonial e a confiança do mercado na instituição.

Acionistas do BRB terão direito de preferência no aumento de capital, que poderá ser exercido no período de 24 de março a 22 de abril de 2026.

Rombo do Master no BRB

O Banco de Brasília comprou R$ 12,2 bilhões em créditos podres do banco de Daniel Vorcaro e precisa de uma provisão de aproximadamente R$ 8 bilhões em seu balanço para cobrir o rombo e se manter funcionando, conforme  o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza.

O banco pretende ter a solução até o dia 31 de março, quando apresenta o balanço de 2025 e pretende detalhar o rombo deixado pelo Master.

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, em 3 de março, a autorização para o governo do DF fazer um aporte no BRB a fim de cobrir o rombo deixado na instituição pelas operações com o Banco Master. Nos dois turnos de votação, o placar foi de 14 a 10.

O projeto, encaminhado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), autoriza o Distrito Federal a capitalizar o BRB e oferece nove imóveis públicos para serem vendidos, transferidos para o banco, estruturados em um fundo imobiliário e oferecidos como garantia em um empréstimo limitado a R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outros bancos.

*Com informações do Estadão Conteúdo 

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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