BRB nega venda de subsidiária por R$ 1,1 bilhão e diz que não há acordo firmado
O Banco de Brasília (BRB) negou que tenha tomado decisão sobre a venda de participação na Financeira BRB, por R$ 1,1 bilhão, após a circulação de notícias apontando a possível transação bilionária.
Em comunicado divulgado nessa segunda-feira (2), a instituição afirmou que não há “qualquer compromisso firmado, mandato de venda concedido ou negociação vinculante” envolvendo a alienação de fração societária da subsidiária.
A manifestação ocorre depois de reportagens publicadas na imprensa que repercutiram declarações atribuídas ao comando do banco sobre a situação do conglomerado.
Avaliação preliminar
O BRB, porém, confirmou que está em curso uma avaliação interna preliminar, dentro do planejamento estratégico, que inclui a análise de alternativas envolvendo ativos do grupo.
O banco ressaltou, contudo, que as informações divulgadas refletem “interpretações externas” e podem estar “fora de contexto”.
“As referências a valores ou estimativas veiculadas ou mencionadas em ambientes institucionais não públicos não representam avaliação formal aprovada pelas instâncias competentes da empresa, tampouco refletem negociação em curso ou condições definidas para eventual operação”, informou o comunicado.
Tentativa frustrada
Essa não é a primeira vez que o Banco de Brasília tenta vender sua participação na Financeira BRB. Em dezembro passado, a instituição anunciou a desistência da operação que previa a venda de 49% do capital social da subsidiária, por R$ 320 milhões, a um grupo de investidores formado por CPSB Patrimonial, André Luís Vieira Azin e José Ricardo Lemos Rezek.
Na ocasião, o conglomerado afirmou que a desistência ocorreu de forma consensual entre as partes, após a constatação de que não seria viável dar prosseguimento às tratativas junto ao Banco Central — condição necessária para a conclusão do negócio.