Mercados

BRF (BRFS3) sobe mais de 10%, enquanto Azul (AZUL) perde altitude e cai quase 16% no Ibovespa — veja o que foi destaque na bolsa na semana

22 jun 2024, 9:00 - atualizado em 22 jun 2024, 15:33
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Painel de cotações B3 (Imagem: Money Times)

Quase no final de junho, a semana foi mais uma daquelas agitadas no mercado financeiro — principalmente no cenário doméstico. 

Na última quarta-feira (19), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu pela manutenção da Selic a 10,50% — em meio a uma pausa nos mercados dos Estados Unidos. 

A decisão unânime do Copom deu certo alívio aos investidores e reforçou o compromisso do Banco Central com a meta da inflação. Mas desagradou o presidente Lula — que teceu críticas à postura da autoridade monetária. 

O chefe do Executivo disse que a decisão do BC de interromper o ciclo do afrouxamento da política monetária “foi uma pena” para o povo brasileiro, em entrevista à rádio Verdinha, em Fortaleza (CE) na quinta-feira (20). 

“A decisão do Banco Central foi investir no mercado financeiro, foi investir nos especuladores que ganham dinheiro com juros. Nós queremos investir na produção”, afirmou. 

No exterior, a semana foi mais amena com a decisão sobre juros no Reino Unido. O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manteve a taxa de juros no maior nível em 16 anos, a 5,25% ao ano, como esperado pelo mercado. 

Nos Estados Unidos, as atenções ficaram concentradas em declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed). O destaque foi a gigante de tecnologia Nvidia (NVDA), que ultrapassou os US$ 3,3 trilhões em valor de mercado

Por fim,  o Ibovespa (IBOV) terminou o pregão em alta de 0,74%, aos 121.341,13 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 1,40% e interrompeu a sequência de quatro quedas semanais consecutivas.

Já o dólar comercial (USBRL), negociado no mercado à vista, terminou a última sessão a R$ 5,0654 e avançou 1,09% nos últimos cinco pregões. Durante a semana, a moeda norte-americana atingiu o maior nível em quase dois anos na véspera. 

Confira a seguir as maiores altas e quedas do Ibovespa entre 17 e 21 de junho:

Maiores altas 

Os frigoríficos dominaram as altas da semana. 

O setor repercutiu a decisão da China de abrir uma investigação antidumping sobre importações de carne suína na União Europeia. 

Na avaliação de analistas, a ação abre espaço para que as companhias da América Latina tenham mais exposição ao mercado chinês.

Confira as maiores altas do Ibovespa na semana: 

CÓDIGO NOME VARSEM
BRFS3 BRF ON 10,31%
JBSS3 JBS ON 7,20%
MRFG3 Marfrig ON 6,94%
CMIN3 CSN Mineração ON 6,35%
WEGE3 Weg ON 5,96%
PETR4 Petrobras PN 5,88%
SMTO3 São Martinho 5,30%
CSNA3 CSN ON 5,15%
USIM5 Usiminas PNA 5,01%
CMIG4 Cemig PN 5,00%

Maiores quedas do Ibovespa

Na ponta negativa do Ibovespa, Azul (AZUL4) liderou as perdas da semana com recuo de 15% em apenas três sessões. 

A companhia aérea foi pressionada pelo forte avanço do dólar. Isso porque a maior parte dos custos das empresas é atrelado à moeda norte-americana. 

Confira as maiores baixas do Ibovespa: 

CÓDIGO NOME VARSEM
AZUL4 Azul PN -15,79%
ASAI3 Assaí ON -7,46%
CRFB3 Carrefour Brasil ON -6,41%
CVCB3 CVC ON -5,47%
MGLU3 Magazine Luiza ON -5,33%
LWSA3 LWSA ON -5,00%
PCAR3 GPA ON -3,63%
YDUQ3 Yduqs ON -3,39%
ALPA4 Alpargatas PN -3,28%
MRVE3 MRV ON -3,21%

Jornalista formada pela PUC-SP. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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